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O que é um aneurisma e como se desenvolve?

No começo de novembro, a morte de Tom Veiga chocou os fãs do intérprete do Louro José. O ator faleceu aos 47 anos de idade vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico provocado por um aneurisma. A condição normalmente é silenciosa e não apresenta sintomas, sendo detectada apenas quando há uma ruptura.

O aneurisma se forma em artérias com as parede enfraquecidas, o que faz o tecido danificado permitir um inchaço ou um alargamento anormal. Sua aparência é de uma bolinha grudada na artéria. Quando o rompimento é rápido, normalmente a pessoa vai a óbito caso não receba tratamento médico imediato. A maioria dos aneurismas, entretanto, nunca se rompe, mas pode desencadear outros sintomas e problemas de saúde; assim, acaba sendo detectado durante a realização de exames para outras condições.

Tipos de aneurismas

O aneurisma recebe classificações de acordo com sua localização: de aorta, cerebral ou periférico; e pode ser fusiforme, quando todos os lados do vaso sanguíneo incham, ou sacular, quando apenas uma protuberância aparece. Conheça as características de cada um.

Aneurisma pode ser sacular (centro) ou fusiforme (direita). (Fonte: Shutterstock)

Aneurisma de aorta

A aorta é a maior artéria do corpo humano, começando no ventrículo esquerdo, no coração, passando pelo tronco e pela cavidade abdominal até se ramificar em outras artérias. Ela tem diâmetro grande, de até 3 centímetros, mas pode chegar a 5 centímetros na ocorrência de um aneurisma.

Os casos mais comuns de aneurisma de aorta ocorrem na porção abdominal da artéria. Sem cirurgia, a chance de sobrevivência é de apenas 20%. Quando há rompimento, o tratamento precisa ser imediato, com cerca de 50% de chance de recuperação mesmo chegando ao hospital.

Também é possível haver aneurisma na porção torácica da aorta, mas é mais raro. Com cirurgia, a taxa de sobrevivência é de 85%, caindo para 56% quando o tratamento não ocorre.

Aneurisma cerebral

Esse é o aneurisma que afeta as artérias que fornecem sangue ao cérebro. Quando rompido, pode ser fatal em até 24 horas. A estimativa é que quatro a dez vítimas de aneurisma cerebral rompido vão a óbito; entre os sobreviventes, 66% sofrem alguma deficiência neurológica permanente.

Aneurisma cerebral pode causar AVC hemorrágico. (Fonte: Shutterstock)

Aneurisma periférico

O aneurisma também pode afetar artérias localizadas em extremidades, como o poplíteo, que ocorre atrás do joelho, sendo o mais comum dos periféricos. A ruptura, nesses casos, é mais rara.

Outras artérias que podem desenvolver aneurisma são esplênica (perto do baço), mesentérica (na região do intestino), femoral (próxima à virilha), carótida (no pescoço) e visceral (perto dos rins e dos intestinos).

Sintomas do aneurisma

Um aneurisma cerebral pode levar anos para se desenvolver, por isso seus sintomas também demoram para serem notados. Os sinais incluem dor acima ou atrás de um dos olhos, pupila dilatada, visão dupla e dormência de um lado do rosto. Já o aneurisma periférico, quando se desenvolve perto da pele, causa dor no local, inchaço e latência.

Os sintomas mais graves envolvem os aneurismas cerebrais rompidos, em que os pacientes relatam:

Fatores de risco do aneurisma

Diversos fatores contribuem para o surgimento de um aneurisma, como condições hereditárias e comportamentos nocivos. Entre as ocorrências genéticas estão problemas do tecido conjuntivo, doença renal policística, aorta estreita, malformação na conexão entre artérias e veias do cérebro e histórico familiar de aneurisma.

Cigarro, tabagismo e abuso de drogas são extremamente prejudiciais às artérias, favorecendo o surgimento de aneurismas. Outros comportamentos, como falta de atividade física e dieta pobre de nutrientes, também enfraquecem as artérias. Além disso, o aneurisma é mais comum em mulheres do que em homens e costuma acometer principalmente as pessoas mais velhas. Por fim, quem sofre de pressão arterial alta também deve ficar mais atento.

Tratamento

O aneurisma rompido necessita de atendimento médico imediato, e o paciente é encaminhado ao centro cirúrgico com 50% de chances de sobrevivência. A cirurgia também depende da idade da pessoa, da extensão do aneurisma e do risco de tromboembolismo.

Entre os aneurismas não rompidos, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar a evolução. Em alguns casos, cirurgias para reforçar a parede da artérias são recomendadas e costumam ser feitas com stents.

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Fonte: Heart, Mayo Clinic, Medical News Today.

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