Adesivo brasileiro inativa covid-19 e impede sua proliferação

17 de novembro de 2020 4 mins. de leitura
Produto pode ser aplicado em diversas superfícies otimizando a utilização de insumos para higienização de ambientes

A higienização constante das mãos e de ambientes é uma das medidas recomendadas pelos órgãos de saúde mundiais quando se trata de ações para prevenir a disseminação do novo coronavírus. Nesse sentido, tecnologias inéditas estão surgindo a todo momento para atenderem a uma demanda crescente de soluções que viabilizam o combate à covid-19. 

Entretanto, engana-se quem pensa que tais avanços são exclusividades de outros países, já que, no Brasil, pesquisas diversas já deram origem a produtos variados. Um exemplo é o Microbioffilm, adesivo transparente que inativa microrganismos.

Carregando em sua composição aditivos em forma de nanopartículas com capacidades antiviral e antibacteriana, de acordo com a empresa, a novidade reduz a proliferação dos Sars-CoV-2: “protegendo quaisquer pontos de superfícies e objetos tocados pelas mãos e manuseados no dia a dia e prevenindo a propagação de doenças contagiosas”. 

Algumas de suas vantagens, afirma a MicrobiOff, fabricante especializada em produtos antimicrobianos, são o amplo espectro de aplicação e a eficiência de 99%: “É uma ótima solução para reduzir a contaminação cruzada”.

Rogério Rovito, engenheiro e criador do Microbioffilm, em entrevista ao Estadão, explicou que a ideia de desenvolver algo do tipo surgiu no início da pandemia e da necessidade de que, neste cenário, todos contassem com aliados que otimizassem custos e procedimentos ao mesmo tempo que oferecessem segurança ao público em geral. Foi assim que, em parceria com a TNS Nanotecnologia, deu origem ao material, indicado para o envelopamento de objetos comuns.

“Além de sermos uma companhia 100% brasileira, utilizamos química verde na produção do Microbioffilm. Além disso, ele é atóxico e, por apresentar o formato de vinil, pode ser aplicado em diferentes locais, especialmente em balcões de atendimento, já que a circulação constante de pessoas os torna vulneráveis à contaminação”, contou Rovito.

Adesivo brasileiro inativa novo coronavírus. (Fonte: Shutterstock)
Adesivo brasileiro inativa novo coronavírus. (Fonte: Shutterstock)

Tecnologia a serviço da saúde

Rogério aponta que, em tese, o efeito protetivo não tem data de validade, mas que, caso o material seja danificado, é indicada sua substituição (também a cada seis meses), sendo que avarias não ocorrem com a aplicação de produtos de limpeza comumente utilizados sobre ele, a exemplo de álcool e desinfetantes. 

“É importante salientar que, no caso de depósito de resíduos, a higienização do local é necessária, uma vez que a ação antiviral se restringe ao adesivo e não é estendida. Ainda assim, em vez de processos completos de desinfecção, que devem ocorrer periodicamente com superfícies comuns e demandam mão de obra e consumo de altas quantidades de insumos, com o Microbioffilm, é possível realizar apenas ações normais”, ressaltou Rogério.

Maçanetas, puxadores de porta, corrimãos, botões, máquinas de cartão, elevadores e carteiras escolares são alguns dos itens que podem se beneficiar do adesivo, cuja aplicação é simplificada. A empresa também desenvolve projetos personalizados para aqueles que desejam envelopamentos mais complexos, oferecendo inclusive orientação especializada. Rovito destacou: “Estamos sempre atentos às necessidades dos clientes”.

Quanto à produção, o Microbioffilm carrega nanopartículas de prata, já utilizada pela indústria em finalidades antimicrobianas. De acordo com o criador da novidade, a fragmentação do metal em milhares de partículas torna sua ação mais eficiente com apenas uma pequena porcentagem adicionada à extrusão do plástico. 

Microbioffilm reduz a necessidade de desinfecção constante de superfícies, afirma criador. (Fonte: Shutterstock)
Microbioffilm reduz a necessidade de desinfecção constante de superfícies, afirma criador. (Fonte: Shutterstock)

Auxílio no combate à covid-19

A companhia ressalta que “apenas essa solução não é o suficiente para proteção contra contaminações” e orienta que é “indispensável também seguir as orientações sanitárias e de higiene dos órgãos competentes.” Rogério alertou: “não se trata de um medicamento, e sim de um aliado”.

Por fim, segundo o engenheiro, o material é aplicado na quase totalidade das instalações da própria empresa, que adotou todos os protocolos de segurança possíveis, como determinação de distanciamento físico, flexibilidade de horários para funcionários, regime de home office para determinadas funções e distribuição de álcool em gel, assim como obrigatoriedade do uso de máscaras.

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Fontes: MicrobiOff, TNS.

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