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HumanizaSUS promove integração entre a população e os profissionais para resolver problemas locais

Através da Política Nacional de Humanização (PNH), que existe desde 2003, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem desenvolvendo e apoiando ações que possam melhorar os processos na relação com os usuários, garantindo um tratamento digno para todos.

A humanização vai muito além de cobrar sorrisos condescendentes de quem trabalha na recepção. Envolve valorizar e respeitar cada pessoa, inserindo essa política em toda a cultura organizacional — e isso vale tanto para pacientes quanto para os profissionais que atuam nos hospitais e postos de atendimento. Quem ganha é a população, que tem o acesso e o acolhimento como valores a serem alcançados.

O tratamento precisa ser personalizado, o que só é possível através da comunicação direta com o paciente. Mesmo que duas pessoas tenham a mesma doença, cada uma irá precisar de tipos diferentes de atenção e atendimento para que o tratamento tenha a maior eficiência possível.

O objetivo do PNH, também conhecido como HumanizaSUS, é promover uma participação ativa, fazendo com que os gestores, os profissionais da saúde e a população possam se envolver, desenvolvendo processos que surgem das demandas locais. Alguns dos avanços incluem classificação de risco, visita aberta nos hospitais, direito a acompanhante, ouvidorias e canais de comunicação entre todas as pessoas que participam do SUS — tudo implementado de forma transversal.

Muitos projetos nasceram da detecção de necessidades locais. Alguns deles foram, inclusive, premiados em 2016 pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, por exemplo, foram desenvolvidas duas iniciativas dignas de nota: a “Clínica Feita por Muitos”, em Betim, que faz atendimento de casos de psicose e neuroses graves, oferecendo aos jovens atividades com potencial de reduzir a medicalização; e a “Toque que Faz a Diferença”, que integrou as doulas aos processos do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Sete Lagoas.

No Amapá, foram premiados dois projetos também: implementação de atendimento de comunidades indígenas dentro do barco no Rio Madeira partindo do município de Borba; e reforço da importância do atendimento humanizado no pré-natal no Hospital Dona Lindú, em Manaus (AM). Em Maringá (PR), a iniciativa “Odonto Além da Boca” conta com estudantes de Odontologia e insere o jovem na sociedade através da clínica do SUS; em Blumenau (SC), o programa “Do que vem antes”, focado no atendimento ao idoso, também recebeu atenção.

Já Salvador (BA) foi contemplada com o prêmio pelo “Permaneço eu, permaneço tu, permanecer SUS”, que integra estudantes no SUS, promovendo melhorias no atendimento. Em Brasília, o projeto “Cura e Carinho” abordou o tratamento em rede e humanizado da hanseníase. Já em Goiânia (GO), destacou-se o “Humanização Contagiante”, focado na maneira como os profissionais se relacionam entre si e com os pacientes.

Todas essas iniciativas ajudam o SUS a atender melhor a população.

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Fontes: Ministério da Saúde, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).