A Medicina de Emergência ajuda a minimizar danos e salvar vidas

Quem já passou por uma situação de emergência sabe como os primeiros cuidados podem ser essenciais para diminuir ferimentos e até mesmo evitar uma fatalidade. Cair e se machucar, sofrer um corte profundo ou sentir os primeiros sinais de um ataque cardíaco são algumas das situações que requerem atendimento imediato para minimizar os danos; sem um médico competente, essas situações podem ficar piores.

Por isso, uma nova especialidade está crescendo no Brasil: a Medicina de Emergência. Conheça mais sobre ela e saiba como os médicos estão se especializando.

Nova especialidade para problemas antigos

A Medicina de Emergência tem como objetivo limitar os danos de uma situação que pode prejudicar o paciente, reduzindo inclusive os riscos de mortalidade. A prática abrange não apenas os cuidados hospitalares mas também pré-hospitalares, como os primeiros socorros que devem ser realizados antes de se entrar em contato com a emergência.

Os profissionais da área precisam saber como fazer o atendimento emergencial e ter conhecimento generalista para aplicar as técnicas e os tratamentos corretos, atender sem causar mais nervosismo no paciente, prevenir sequelas e organizar e administrar o atendimento da situação de emergência.

O pronto-socorro é o principal local onde esse tipo de assistência ocorre. O problema, no entanto, é que muitos médicos que atuam nesses lugares não têm especialidade em Medicina de Emergência, e isso pode trazer danos para a organização e para o paciente. Imagine, por exemplo, que alguém com dor no braço seja atendido por um ortopedista quando na verdade a condição é o indício de um infarto: o emergencista é o profissional qualificado para fazer essa diferenciação.

Por isso, a Medicina de Emergência surge como uma nova especialidade que garante que os atendentes em pronto-socorro saberão cuidar dos pacientes que ainda não têm um diagnóstico definido. Para tornar isso possível, estão surgindo muitas residências de Medicina de Emergência pelo País.

Considerando que a maioria da população utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de urgência, o atendimento emergencial é um dos seus pilares, por isso é essencial preparar profissionais que saibam lidar com a pressão e a seriedade desse tipo de serviço.

A residência nessa modalidade dura no mínimo 3 anos, nos quais o médico aprende não apenas as técnicas dos atendimentos pré e pós-hospitalares mas também a organização do pronto-socorro, suas leis e diretrizes e como tornar a assistência mais eficiente e humanizada.

Algumas das instituições que já fizeram propostas de residência em Medicina de Emergência são a Universidade Federal de Minas Gerais, o Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre, a Universidade de São Paulo e o Grupo Hospitalar Conceição. A perspectiva é que mais instituições se interessem por melhorar o atendimento emergencial, especialmente na saúde pública.

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Fonte: USP, Medicina de Emergência.