Câncer de boca: como identificá-lo e os tratamentos adequados

6 de abril de 2020 4 mins. de leitura
Consumo excessivo de álcool e cigarro pode contribuir para que o câncer de boca se desenvolva com maior facilidade

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informou uma estimativa de 15.190 novos casos de câncer de boca no Brasil para 2020. Os dados do Inca o colocam entre os dez tumores mais frequentes no País, atingindo principalmente homens com mais de 40 anos. Se os homens são mais afetados do que as mulheres, existe um agravante para seu desenvolvimento em ambos os casos: pessoas que fumam e bebem com frequência têm maior possibilidade de desenvolver a doença.

Isso ocorre porque o tabagismo e o consumo regular de bebidas alcoólicas agem na saúde da mucosa bucal, facilitando o surgimento do câncer de boca e outras infecções secundárias decorrentes da exposição deixada pelas feridas locais. Portanto, usuários de cigarros, narguilé, cigarros de palha e outros derivados do tabaco têm uma pré-disposição muito maior a sofrer com tumores.

Outro fator essencial para a prevenção é a quantidade do consumo. Quanto maior for a ingestão de álcool ou a quantidade de cigarros fumados, maior a probabilidade de aparição de câncer na cavidade bucal e nos lábios. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), manter-se informado e procurar por tratamento médico pode reduzir ao menos 25% dos casos de tumores malignos até 2025.

Fumar e beber aparecem como os principais vilões para o desenvolvimento do câncer de boca, mas não são os únicos. A constante exposição aos raios solares sem o uso de proteção também é um forte caminho para o aparecimento da doença na região dos lábios. Então, como em todos os casos de câncer de pele, a utilização de protetores específicos para a região se torna primordial para dias ensolarados.

Principais sintomas

(Fonte: Pixabay)

A identificação precoce do câncer de boca costuma ser fácil, pois de certa forma esse tipo de tumor pode se assemelhar muito a uma afta, tanto na cavidade oral quanto nos lábios. A doença é caracterizada pelo aparecimento de manchas vermelhas ou esbranquiçadas em gengiva, língua, céu da boca ou bochechas. Porém, ao contrário das aftas, os ferimentos não cicatrizam e, inclusive, costumam aumentar de tamanho.

O câncer de boca costuma causar desconforto para o enfermo, visto que seu surgimento tende a resultar em uma dificuldade de mastigação, fala e movimentação da língua. Dessa forma, qualquer machucado que não cicatrize em um período de 15 dias deve ser visto com um olhar de preocupação. Após esse período, o indivíduo deve buscar um dentista ou médico capaz de fazer a avaliação da condição e encaminhá-lo para testes complementares.

O acompanhamento frequente com um profissional da saúde é uma excelente forma de manter a saúde bucal em dia e garantir que, se existir um caso de câncer de boca, ele seja diagnosticado o quanto antes.

Prevenção e tratamento

(Fonte: Pixabay)

A prevenção do câncer de boca é possível por meio de mudanças em alguns hábitos cotidianos. Evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros já é um grande passo para se livrar da possibilidade de desenvolver a doença. Além disso, manter uma boa higiene bucal, uma alimentação rica em frutas e verduras e comparecer às consultas de rotina são fundamentais.

Em casos em que o tumor já foi identificado, existem dois procedimentos possíveis: intervenção cirúrgica ou quimioterapia. Na maioria das vezes, as lesões são tratadas por meio de uma cirurgia para remover a região afetada pelo tumor. Entretanto, há casos em que o tumor está localizado em uma área onde a remoção cirúrgica pode comprometer a qualidade de vida do paciente. Quando é assim, a radioterapia e a quimioterapia são as melhores saídas na tentativa de evitar sequelas futuras.

Fontes: Inca, Ministério da Saúde, USP, Oncoguia, Ministério da Saúde.

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