Covid-19: imunidade só deve ser alcançada em janeiro de 2022

28 de abril de 2021 3 mins. de leitura
Caso siga o ritmo lento de vacinação, Brasil só deve alcançar imunidade no início do próximo ano

Conheça o maior e mais importante evento do setor de saúde do Brasil.

Durante o evento Anahp Ao Vivo, com o tema “Vacinação: cenários e perspectivas”, promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), foi debatido o ritmo de vacinação que vem sendo empregado no Brasil. Apenas 5% da população prioritária foi vacinada; caso sigamos nesse ritmo, apenas em janeiro do próximo ano estaremos completamente imunizados.

A informação veio do CoronavírusBot, um sistema que compila informações das secretarias de saúde. Gonzalo Vecina, fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e colunista do Estadão, criticou a lentidão da campanha de imunização e lembrou que o Brasil sempre foi uma grande potência na produção de vacinas.

Durante a epidemia da H1N1, em 2010, Brasil vacino 90 milhões de pessoas em 3 meses
Na epidemia da H1N1, em 2010, Brasil vacinou 90 milhões de pessoas em 3 meses. (Fonte: Pixabay/torstensimon/Reprodução)

Brasil versus EUA

Atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos de morte por covid-19 no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. De acordo com a agência Airfinity, uma das maiores fontes sobre a doença, os EUA devem terminar de vacinar sua população de risco até o fim de abril; em agosto, o país deve atingir 75% de imunidade para seus cidadãos.

O Reino Unido deve imunizar toda a população de risco até maio e atingir imunidade de rebanho até o fim de agosto
Reino Unido deve imunizar toda a população de risco até maio e atingir imunidade de rebanho até o fim de agosto. (Fonte: Pixabay/Frauke Riether/Reprodução)

Medidas de proteção

Enquanto o Brasil segue sem conseguir avançar na vacinação, as medidas de proteção são necessárias para que os casos parem de aumentar diariamente. Durante o evento, o conselheiro da Anahp e diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, falou sobre a frustração de ter uma população que não colabora com as medidas básicas: “As pessoas ainda não conseguiram entender a importância dessas premissas. […] Não conseguimos nos conectar com o cérebro das pessoas para que elas mudem o comportamento e, assim, não morram e não matem outras pessoas”.

A N95 (ou PFF2) é a máscara mais indicada para quem precisa sair, pois se ajusta mais facilmente ao rosto
N95 (ou PFF2) é a máscara mais indicada para quem precisa sair, pois se ajusta mais facilmente ao rosto. (Fonte: Pixabay/Helena Jankovicová Kovácová/Reprodução)

As medidas de proteção são simples e todos já conhecem:

  • usar máscara em todos os lugares;
  • lavar as mãos sempre que possível ou passar álcool em gel;
  • manter o isolamento ou, no mínimo, o distanciamento social.

Além da covid-19

No fim do evento, Miguel Giudicissi Filho, diretor-médico científico da União Química, chamou atenção para outro problema que vem aumentando no Brasil: a não vacinação. Para ele, as pessoas estão esquecendo que a vacina é o melhor imunizante não só para a covid-19 mas também para outras doenças, como a gripe e a febre amarela.

“As pessoas precisam entender que o imunizante é a principal solução para interromper a pandemia, além das recomendações sanitárias. Já vimos muitas pandemias serem combatidas com as vacinas e com certeza teremos muitas outras epidemias nos assustando. Mais do que nunca, a informação e a ciência são os melhores remédios para combatê-las”, finalizou Giudicissi Filho.

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Fonte: Medicinasa, OMS, Airfinity, PFF para todos.

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