Covid-19: internações crescem em 79% dos hospitais privados de SP

19 de dezembro de 2020 4 mins. de leitura
Com ocupação média de 84% dos leitos de UTI para casos de coronavírus, hospitais de São Paulo declararam ter capacidade para expandirem números de leitos

O estado de São Paulo anda sofrendo com um aumento no número de internações por covid-19 em pelo menos 79% dos seus hospitais privados, é o que indica um novo levantamento feito pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp).

A pesquisa amostral é resultado de uma análise profunda de 76 hospitais privados da região, que juntos representam 20% das instituições de atendimento médico por plano de saúde no estado. 

De acordo com o SindHosp, o aumento no número de casos vem gerando uma ocupação média de 84% nos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de atendimento para infecções pelo vírus Sars-CoV-2.

Apesar da situação atual vivida pelo sistema de saúde de São Paulo, 67% dos hospitais responderam ter capacidade de aumentar o número de leitos para pacientes com covid-19 caso seja necessário.

Situação em São Paulo

Hospitais privados de São Paulo garantem ter capacidade para aumentar leitos para covid em casos extremos. (Fonte: Shutterstock)
Hospitais privados de São Paulo garantem ter capacidade para aumentar leitos para covid em casos extremos. (Fonte: Shutterstock)

Desde o início da pandemia no Brasil, São Paulo transformou-se no estado com o maior número de casos de covid-19 em todo o País. No início de dezembro, o Ministério da Saúde contabilizava mais de 1,2 milhão de casos confirmados e 42 mil mortes. 

Nas últimas semanas de 2020, ainda por cima, as internações praticamente duplicaram de uma semana para outra. Conforme o relatório apresentado pelo presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, 79% dos hospitais privados haviam registrado aumento de internações entre os dias 23 e 26 novembro.

Durante a pesquisa anterior, realizada do dia 16 a 19 do mesmo mês, apenas 44,5% das mesmas instituições de atendimento hospitalar tinham presenciado acentuação no número de pacientes internados. 

Atendimentos eletivos

São Paulo ainda tem conseguido manter 65% da agenda de cirurgias e atendimentos eletivos durante a pandemia. Em ocorrência de superlotação, esses são os casos que prioritariamente são adiados para liberar espaço e evitar aglomerações pelos corredores das instituições de atendimento hospitalar.

Para Balestrin, taxas elevadas de ocupação das UTIs podem levar o estado a um verdadeiro colapso do sistema de saúde. “O adiamento de cirurgias e atendimentos eletivos traz grandes consequências no agravamento de doenças, especialmente as crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e neurológicas, podendo contribuir para o aumento de mortes”, ele destacou em seu pronunciamento oficial.

O presidente do SindHosp ainda colocou a culpa nas autoridades públicas do estado por não tomarem medidas para prevenir o aumento no número de casos ativos de covid-19. Segundo ele, os governos têm visto o crescimento de aglomerações e não têm feito nada para coibir abusos, não deixando a doença evoluir.

Por fim, Balestrin pediu à população que continue seguindo os protocolos de segurança, fazendo o uso de máscaras, adotando o isolamento social e mantendo uma rotina de higienização das mãos constantemente e sempre que for necessário sair de casa.

Plano de vacinação

Governo de São Paulo confia na aprovação de vacinas para frear covid-19 no Brasil. (Fonte: Shutterstock)
Governo de São Paulo confia na aprovação de vacinas para frear covid-19 no Brasil. (Fonte: Shutterstock)

Por meio da parceria firmada entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, o governador de São Paulo, João Doria, pretende anunciar um plano de vacinação para a covid-19 até o fim de 2020. 

Em declaração para a imprensa, Dimas Covas, presidente do órgão ligado ao governo paulista, afirmou que pretende mandar os documentos finais sobre os testes do imunizante para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o dia 15 de dezembro.

Após a análise de toda a documentação, a Anvisa, enfim, poderá embasar sua decisão sobre o aval ou não da aplicação da vacina em território brasileiro. “Vamos apresentar de forma precisa, com cronograma, setores, volume de vacinas, regiões, áreas, logística e todo o processo. Já temos esse plano pronto há pouco mais de 20 dias”, descreveu Dória sobre as próximas etapas do processo.

A CoronaVac, como foi batizada, é uma das vacinas que aguarda pelo selo de aprovação da Anvisa para poder ser distribuída para o público em geral. Na visão das autoridades públicas, os imunizantes são a melhor saída para diminuir o crescente número de mortos por coronavírus no Brasil.

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Fonte: Medicina S/A, Extra.

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