Deficiência auditiva: causas, tipos e diagnósticos

15 de janeiro de 2020 3 mins. de leitura
segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 466 milhões de pessoas com algum problema auditivo no mundo

A deficiência auditiva é um distúrbio de comunicação com grande impacto no bem-estar dos seres humanos. E constitui igualmente um sério problema de saúde pública, pois, ocorrendo prematuramente, prejudica o desenvolvimento da linguagem, o sucesso escolar e a inserção do indivíduo na sociedade.

Segundo um estudo publicado em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que existam 466 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva, o que representa 6,1% da população mundial. É importante ressaltar que, apesar de serem confundidas, a deficiência auditiva e a surdez diferem no que se refere à intensidade do problema auditivo.

Causas da deficiência auditiva

Vários fatores podem ser os responsáveis pela deficiência auditiva, mas o envelhecimento e os ruídos são os mais comuns, presentes nos ambientes de trabalho e nos espaços urbanos e sociais. Além disso, a partir dos 40 anos de idade, acontece a presbiacusia ou perda de audição relacionada à idade, condição que tende a ser cada vez mais comum diante do aumento da expectativa de vida da população.

Há três principais tipos de perda auditiva.

  1. sensorioneural: causada por danos na célula ciliada do ouvido interno, o que afeta a chegada das informações sonoras ao cérebro;
  2. condutiva: ocorre quando existe algum tipo de bloqueio ou redução na habilidade auditiva para conduzir o som para o ouvido interno;
  3. mista: é uma combinação das duas anteriores e ocorre quando uma infecção crônica faz com que os danos ao tímpano e aos ossículos se estendam à cóclea.

Diagnóstico

(Fonte: Shutterstock)

O diagnóstico é feito com o auxílio de um aparelho chamado otoscope, cujo objetivo é detectar a existência de um possível bloqueio do canal devido ao excesso de cera na orelha. Também avalia-se a existência de infecção ou perfuração da membrana timpânica.

Na maioria das vezes, a avaliação física é insuficiente para fechar o diagnóstico, sendo solicitados alguns exames específicos:

  • audiometria tonal — Deve ser realizada por um fonoaudiólogo, com o intuito de detectar o tipo e o grau da perda auditiva;
  • audiometria vocal — Realizada da mesma forma que a tonal, porém com a finalidade de avaliar a capacidade de compreensão da fala;
  • audiometria de tronco encefálico — Realizada com a colocação de eletrodos atrás das orelhas do paciente, visa registrar a atividade elétrica do nervo auditivo e do tronco encefálico em resposta a estímulos sonoros.

Prevenção

É essencial tomar alguns cuidados básicos no dia a dia com os ruídos, os grandes vilões da deficiência auditiva. Por isso, é indicado:

  • manter o volume de fone de ouvido apenas na metade da capacidade;
  • utilizar protetores auriculares em locais barulhentos;
  • instalar Apps que simulam um decibelímetro (aparelho que mede o nível de ruído) para checar a intensidade dos barulhos à sua volta.

Tratamentos

(Fonte: Shutterstock)

Os tratamentos são feitos conforme os diferentes tipos de deficiência. Em casos de perda sensorioneural, é recomendado o uso de aparelho auditivo. A perda condutiva é tratada frequentemente por meio de um procedimento cirúrgico para a remoção do entupimento auditivo, mas também existem implantes cocleares, dispositivos eletrônicos que visam substituir as funções das células do ouvido interno de pessoas com perdas mais severas.

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Fontes: Audium Brasil, OMS.

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