Diabetes mellitus: o que é preciso saber sobre a doença?

16 de dezembro de 2019 3 mins. de leitura
O diabetes mellitus está relacionado à incapacidade do pâncreas em produzir níveis suficientes de insulina para a quebra do açúcar encontrado no sangue

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência dos casos de diabetes aumentou 61,8% nos últimos 10 anos e já atinge 9% da população brasileira, sendo as mulheres as mais acometidas pela condição. Esses números refletem o crescimento exponencial da doença, que já se tornou uma epidemia global e surge como um alerta.

Tipos de diabetes vs. tratamentos

O tipo 1 da doença é identificado quando o pâncreas se torna incapaz de produzir níveis de insulina suficientes para realizar a quebra de açúcar presente no organismo. A insulina é o hormônio responsável por fragmentar as partículas de açúcar e torná-las fonte de energia para o corpo. Esse tipo se manifesta, geralmente, durante a infância e a adolescência, tendo como principal causa os fatores hereditários. O tratamento é realizado com injeções diárias de insulina.

O tipo 2 da doença é caracterizado pela resistência das células à atuação da insulina e é a forma mais comum (90% da população diabética apresenta esse tipo). As principais causas são obesidade, sedentarismo e alimentação desequilibrada. Não é necessariamente tratada com injeções de insulina, podendo ser controlada com prática regular de exercícios físicos e ingestão de alimentos mais saudáveis.

Quando essas alternativas não surtem efeito, medicamentos podem ser prescritos para auxiliar no controle da doença. Também existem situações específicas que podem ocasionar o surgimento da doença, como é o caso da diabetes gestacional.

Sintomas

Os sintomas são considerados muito similares em ambos os tipos, mas diversas condições podem interferir em sua manifestação, dificultando o diagnóstico. São comumente identificados:

  • aumento de apetite;
  • poliúria (excesso de urina expelida);
  • alterações na visão;
  • desordem hormonal;
  • distúrbios sexuais, cardíacos e renais;
  • aumento da atividade infecciosa nas unhas e na pele;
  • problemas relacionados ao sistema nervoso;
  • maior dificuldade no processo de cicatrização.

Diagnóstico

Para confirmar a ocorrência da doença, exames laboratoriais devem ser solicitados por um médico especialista. Após a confirmação, ele será responsável por realizar as orientações necessárias para controlar o avanço do diabetes e prescrever, caso necessário, medicamentos que diminuam os riscos e as complicações causados pela enfermidade.

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Fontes: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

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