Dormir mal aumenta o risco de doença cardiovasculares em mulheres

30 de março de 2020 3 mins. de leitura
Estudo aponta que mulheres que dormem mal têm alterações nos seus hábitos alimentares, o que pode causar diversas doenças
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mulheres que costumam dormir mal podem desenvolver com mais facilidade doenças cardiovasculares, obesidade e até mesmo diabetes. Essa pesquisa vem para reforçar um estudo anterior que já apontava a má qualidade do sono como causa para duas doenças do coração, além de problemas com peso e alto nível de glicose no sangue. Entretanto, o que vinha sendo afirmado até então era que essa relação se dava por meio da dieta alimentar. Os pesquisadores perceberam que as pacientes analisadas, por dormirem mal, acabavam comendo mais durante o dia. Além disso, optaram por ter uma dieta mais calórica e com menos nutrientes. Contudo, não é apenas a duração do ciclo do sono que pode impactar na saúde: é preciso se atentar à qualidade desse tempo. Foram analisadas cerca de 495 mulheres, com idades entre 20 e 76 anos e de diversas identidades étnicas, as quais serviram como base para estudar diversos aspectos com relação ao sono: a qualidade do sono, o tempo que levaram para adormecer, a presença de quadros de insônia, etc.
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(Fonte: Pixabay)
Além disso, foram monitorados os hábitos alimentares dessas mulheres, como a quantidade e o tipo de alimentos/bebidas que elas consumiam normalmente. Uma das justificativas para esse estudo era de que as mulheres já contam com uma predisposição para dormir mal. Isso seria causado por elas terem, naturalmente, uma grande carga hormonal e pelas responsabilidades domésticas e profissionais que precisam assumir. De acordo com Brooke Aggarwal, uma das autoras da pesquisa, cerca de 40% das mulheres têm uma qualidade de sono ruim ou insuficiente. O resultado completo desse estudo pode ser conferido no Journal of the American Heart Association, onde foi publicado no dia 17 de fevereiro de 2020.

Sono vs. alimentação

Como apontado no estudo, as mulheres que dormem pouco acabam tendo, como consequência, uma alimentação ruim. As comidas preferidas pelas pacientes da pesquisa eram aquelas com açúcares e gorduras saturadas. Além disso, evitavam comer alimentos com grãos integrais. Essa alimentação desequilibrada acarreta uma saúde precária. Os açúcares adicionados, por exemplo, têm baixo valor nutricional e aumentam o risco de diabetes. Já a gordura saturada eleva os níveis de colesterol ruim, o que por sua vez pode ocasionar problemas no coração.
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(Fonte: Pixabay)
Assim como a má qualidade do sono pode resultar em uma alimentação ruim, alimentar-se de maneira errada também pode ocasionar distúrbios do sono. Por isso, é importante prestar atenção nesses dois aspectos. Como forma de solucionar esse problema, é necessário buscar terapias que auxiliem no ganho da qualidade do sono, bem como mudar certos hábitos alimentares que podem influenciar nas noites de descanso. Algumas horas antes de se deitar, prefira ingerir alimentos leves e que propiciem a formação de serotonina; ainda, convém evitar a utilização de celulares e outros eletrônicos que transmitam luzes fortes. Fontes: Health Line, JAHA.
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