Pfizer: preferência por vacina gera alerta na Saúde

12 de julho de 2021 4 mins. de leitura
Emissões de atestados médicos que obrigam a aplicação de imunizante da Pfizer em Santa Catarina causaram alarde na Secretaria de Estado da Saúde

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O aumento da preferência da população brasileira pela vacina da Pfizer tem causado problemas para o sistema de saúde no Brasil. Em Santa Catarina, por exemplo, alguns médicos passaram a emitir atestados exigindo que o imunizante da farmacêutica norte-americana seja aplicado em seus pacientes.

Como a vacina ainda está em baixa oferta em território nacional, isso vem gerando atrasos nas campanhas de vacinação contra a covid-19 e criado um alerta para a Secretaria de Estado da Saúde. 

Desde então, a Superintendência de Vigilância em Saúde está em contato com diversas entidades médicas para ressaltar a segurança de todos os imunizantes distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Vacinas vs. insegurança

Vacinas aplicadas pelo SUS passaram por testes clínicos e aprovação da Anvisa. (Fonte: Nelson Antoine/Shutterstock)
Vacinas aplicadas pelo SUS passaram por testes clínicos e aprovação da Anvisa. (Fonte: Nelson Antoine/Shutterstock)

Nas redes sociais, indivíduos que demonstraram preferência por imunizantes específicos foram apelidados de “sommelier de vacina” — em referência aos degustadores de vinho. Em São Paulo, Porto Alegre e Balneário Camboriú, o número de casos têm aumentado nas últimas semanas.

Entretanto, a incerteza popular quanto à segurança das vacinas aplicadas em solo brasileiro é consequência da disseminação de notícias falsas por toda a internet. Antes que possa chegar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), cada vacina precisa passar por três fases de testes científicos e ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Ao todo, três vacinas diferentes vêm sendo aplicadas no Brasil ao mesmo tempo: Coronavac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer. Além disso, existe previsão para que doses da vacina da Janssen, a qual possui dose única, cheguem ao nosso país nas próximas semanas e passem a ser distribuídas para algumas regiões estratégicas.

Efeitos adversos e eficácia

Desde que chegou ao País em abril de 2021, o imunizante da Pfizer fez diversos brasileiros passarem a recusar outras vacinas disponíveis nas unidades básicas de saúde (UBSs), como as da Oxford e do Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. 

Um dos motivos usados como argumento é de que o imunizante norte-americano tenha eficácia maior do que os demais e também é aceito em caso de viagens para os Estados Unidos e a Europa. Além disso, muitas pessoas têm relatado ter medo de possíveis reações adversas, principalmente no caso da AstraZeneca.

Entretanto, vale ressaltar que todos os efeitos colaterais foram dados como normais pelas agências reguladoras no Brasil e também acontecem em outras campanhas de vacinação, como nas vacinas da gripe. 

Até o momento, a única recomendação oficial é que gestantes e puérperas não sejam vacinadas com a AstraZeneca e, mesmo assim, a restrição é temporária até que novos estudos sejam feitos sobre esse grupo.

Campanha de vacinação

A preferência por imunizantes pode desacelerar campanhas de vacinação no Brasil. (Fonte: Mirza Kadic/Shutterstock)
A preferência por imunizantes pode desacelerar campanhas de vacinação no Brasil. (Fonte: Mirza Kadic/Shutterstock)

O crescimento no número de pessoas “escolhendo” imunizantes tornou-se motivo de preocupação para os governos estaduais e prefeituras, visto que a seletividade popular pode acabar desacelerando o ritmo de vacinação pelo país e diminuindo o número de cidadãos em busca pela imunização.

Como resposta, Santa Catarina pretende lançar uma campanha de conscientização pelo estado para ressaltar a segurança e a eficácia distribuídas pela Anvisa. O projeto será voltado à população em geral e também aos profissionais da Saúde, como médicos e enfermeiros.

Por fim, a escolha de determinado imunizante e a preferência por tal podem não fazer sentido mesmo para aqueles que planejam viajar para o exterior. Até o momento, todas as vacinas aplicadas pelo SUS já foram aprovadas ou estão atualmente em fase de aceitação por outros países no mundo. 

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Fonte: Estadão, NSC.

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