O que é a candidíase e como tratá-la?

6 de janeiro de 2021 4 mins. de leitura
Saiba mais sobre a doença que atinge mais de 70% das mulheres brasileiras e como são feitos o diagnóstico e o tratamento

Terror de muitas mulheres, a candidíase vulvovaginal é uma das causas mais frequentes de infecção genital e um dos diagnósticos mais frequentes em ginecologia, principalmente nos países tropicais. Causada pelo fungo Candida albicans, provoca inflamação, ardência e coceira na região.

A incidência de candidíase varia, indo de aproximadamente 25% na população feminina a 42% entre adolescentes. Estudos apontam que cerca de 75% das mulheres já apresentaram, em algum momento da vida, algum episódio da doença. Embora a infecção vaginal seja a mais comum, pode aparecer na boca, na garganta, na pele e nas unhas. Homens também podem apresentar a doença na região íntima, ainda que seja menos comum.

Causas mais frequentes

Várias situações podem facilitar a proliferação do fungo. O uso de roupas íntimas apertadas de material sintético é uma delas, pois provoca o aumento da umidade, bem como da temperatura no local, favorecendo o crescimento dos agentes infecciosos.

O uso de antibióticos sistêmicos ou tópicos associados à destruição da microbiota bacteriana vaginal também é um fator de risco. Gravidez, contraceptivos orais de altas doses e terapia de reposição hormonal, por serem situações de hiperestrogenismo, também podem favorecer o aparecimento da infecção. 

Diabetes não controlada, por sua vez, é uma das principais causas associadas aos casos crônicos da doença, pois quando não é tratada de forma correta o aumento dos níveis de açúcar no sangue facilita o crescimento dos fungos. Doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, e a realização de terapia imunossupressora devido a HIV ou câncer também podem favorecer a candidíase.

Por último, a queda da imunidade causada principalmente pelo excesso de estresse pode desequilibrar o organismo, levando à infecção.

Principais sintomas

Coceira, ardência e dor são os principais sintomas. (Fonte: Shutterstock)
Coceira, ardência e dor são os principais sintomas. (Fonte: Shutterstock)

Entre os sintomas de candidíase, a coceira é o mais comum, mas a mulher também pode sentir ardência e dor na região, principalmente ao urinar ou durante o ato sexual. Vermelhidão na vulva e corrimento esbranquiçado sem odor também são sinais de infecção. Os sintomas costumam se agravar nos dias que antecedem a menstruação.  

Os homens infectados podem apresentar vermelhidão na região íntima e corrimento esbranquiçado na ponta do pênis. Quando o fungo se instala na boca, podem aparecer aftas, além de dor ao engolir.

Diagnóstico

Consulta com especialista é fundamental para identificar o tipo de infecção e o melhor tratamento. (Fonte: Shutterstock)
Consulta com especialista é fundamental para identificar o tipo de infecção e o melhor tratamento. (Fonte: Shutterstock)

Embora os sinais da candidíase sejam bastante característicos, os sintomas podem indicar outras doenças que afetam a região, entre elas a vaginite bacteriana e a tricomoníase, por isso a única maneira de comprovar a existência desse tipo de infecção é por meio de análise laboratorial. 

Para retirar a amostra, é necessário realizar um exame em que se usa uma espécie de haste flexível para fazer uma raspagem da parede da vagina.

Tratamento

Normalmente, o tratamento é feito com a aplicação de pomadas antifúngicas diretamente na vagina ou a ingestão de comprimidos. No caso de infecção crônica, é necessário manter o tratamento com comprimido uma vez por semana durante pelo menos seis meses ou de acordo com a recomendação médica. 

Todas as formas têm taxas de sucesso acima de 90%, mas a posologia via oral costuma ser a mais utilizada, pois o tratamento é mais curto. Algumas terapias naturais podem aliviar os sintomas da infecção, como lavar a região com água e vinagre e fazer banhos de assento com bicarbonato de sódio e ervas como camomila e uva-ursi. 

O ideal é sempre buscar a orientação de um médico.

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Fontes: Scielo, MD Saúde e Tua Saúde.

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