Pfizer e Moderna: casos de inflamação cardíaca são investigados - Summit Saúde

Pfizer e Moderna: casos de inflamação cardíaca são investigados

11 de julho de 2021 3 mins. de leitura

Problema raro em imunizantes contra a covid-19 que usam RNA mensageiro está sendo investigado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Publicidade

Conheça o maior e mais importante evento do setor de saúde do Brasil.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) fez um alerta que chamou a atenção da comunidade médica do país. Segundo a entidade, após a vacinação de mais de 165 milhões de pessoas, ou seja, quase 90% com as duas doses, o controle epidemiológico estadunidense foi capaz de verificar a ocorrência de 226 casos de miocardite ou pericardite.

As duas doenças estão relacionadas ao coração. A primeira se refere a um tipo de inflamação do músculo cardíaco; já a segunda é a inflamação do revestimento externo do órgão. 

Entenda mais sobre o problema

Reações são raras e pouco agressivas, segundo especialistas do CDC. (Fonte: CL Shebley/Shutterstock)
Reações são raras e pouco agressivas, segundo especialistas do CDC. (Fonte: CL Shebley/Shutterstock)

Os Estados Unidos têm um sistema de notificação de eventos adversos na vacinação, o Vaccine Adverse Event Reporting System (VAERS). Segundo o CDC, que gera esse sistema, os casos de miocardite e pericardite estão relacionados a possíveis efeitos causados por imunizantes que usam RNA mensageiro (RNAm) para provocar a produção de anticorpos. No País, essas vacinas são dos laboratórios BioNTech e da Moderna.

Considerando que centenas de milhões de pessoas já se vacinaram com as doses, e que não houve casos graves de doenças do coração, as notificações são consideradas pouco graves e frequentes, segundo os sanitaristas. 

O monitoramento desses pacientes permanece, mas não há casos de óbitos registrados por conta dessas complicações. Entre os 226 casos, 15 ainda estavam hospitalizados, segundo o CDC, mas a maior parte dos pacientes respondeu bem à medicação e ao repouso, com recuperação total.

Entre o contingente total, o perfil mais comum é de adolescentes e jovens adultos homens, com 16 anos ou mais. Também se verificou que, na maior parte dessas reações, os efeitos foram notificados apenas após a aplicação da segunda dose, ou seja, a médio prazo.

Cardiopatas devem se vacinar?

Reações monitoradas pelo CDC não afastam a indicação de vacinação para cardiopatas. (Fonte: Palchik Kseniya/Shutterstock)
Reações monitoradas pelo CDC não afastam a indicação de vacinação para cardiopatas. (Fonte: Palchik Kseniya/Shutterstock)

O CDC deve se reunir em breve para estudos e discussões novos a respeito do evento. Assim, será possível analisar mais detalhadamente a evolução dos pacientes acometidos pelos problemas cardíacos, bem como criar protocolos e outras possíveis medidas relacionadas ao tema.

Mas o órgão adiantou que esses problemas se referem a apenas 0,001% dos casos vacinados e que houve boa recuperação dos adoentados. Por isso, a orientação de vacinar os pacientes permanece, mesmo no caso de haver doenças cardíacas preexistentes. 

A entidade comentou ainda que a vacina tem efeito protetivo mesmo nesses casos, já que os riscos do novo coronavírus são maiores do que os da reação do imunizante. Essa posição coincide com a orientação dos órgãos de saúde pública brasileiros. 

Não perca nenhuma novidade sobre a área da saúde no Brasil e no mundo. Inscreva-se em nossa newsletter.

Fonte: The Guardian, CDC.

Webstories