Risco de AVC está associado ao uso de eletrônicos e sedentarismo - Summit Saúde

Risco de AVC está associado ao uso de eletrônicos e sedentarismo

14 de setembro de 2021 4 mins. de leitura

Dependendo da gravidade, 70% dos acometidos não retornam ao trabalho e 50% podem ficar incapacitados

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Em 2019, o acidente vascular cerebral (AVC) foi a segunda doença que mais matou no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente 100 mil pessoas morrem da doença no País e metade dos acometidos apresentam sequelas. 

Existem muitos fatores de risco que contribuem para a ocorrência do AVC. Alguns deles podem ser melhorados, como incorporar hábitos saudáveis no dia a dia, e outros não, como idade, raça, constituição genética e sexo. 

Pensando nisso, um estudo realizado pela American Heart Association mostrou que adultos com menos de 60 anos que gastam oito horas ou mais por dia utilizando computador ou assistindo à TV e não realizam atividades físicas têm um risco maior de ter um acidente vascular cerebral.

Quais são os tipos de AVC?

O acidente vascular cerebral acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou reduzido, privando as células de oxigênio e nutrientes. Além disso, a situação ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, causando hemorragia cerebral. 

Apesar de atingir com frequência pessoas acima dos 60 anos, a condição pode acometer indivíduos de qualquer idade, inclusive jovens, sendo seus principais gatilhos: 

  • sedentarismo;
  • consumo de álcool;
  • uso de cigarro;
  • alimentação inadequada.
Os principais sinais do AVC são perda súbita de força e formigamento no rosto, braço ou perna de um lado do corpo,  dificuldade de falar, perda de visão, dor de cabeça forte, vertigem ou dificuldade de caminhar.  (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)
Os principais sinais do AVC são perda súbita de força e formigamento de um lado do corpo no rosto, no braço ou na perna. (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)

Existem três tipos de AVC: isquêmico, hemorrágico e transitório. O primeiro acontece quando um dos vasos do sistema circulatório que faz o suprimento de sangue e oxigênio entopem por causa de materiais como placas de gordura ou coágulos sanguíneos. Popularmente é chamado de trombose. O segundo, conhecido também por derrame, faz que uma ou mais veias se rompam, causando sangramento e pressão no cérebro; então, devido a isso, é considerado o tipo mais grave. E o terceiro, ataque isquêmico transitório (AIT), ocorre quando há uma interrupção temporária do fluxo de sangue, que pode acontecer por vários motivos.

Qual é a relação entre a condição e o sedentarismo? 

Em um estudo publicado no American Stroke Association, jornal da divisão da American Heart Association, a conclusão foi de que adultos com menos de 60 anos sedentários têm mais chance de sofrerem um AVC do que os ativos. 

Os adultos norte-americano passam em média 10,5 horas por dia conectados a eletrônicos, como computador ou televisão. Por isso, a condição que antes era mais recorrente em idosos, começou a se manifestar em pessoas de 30 a 40 anos.

Um AVC dura entre 2 e 30 minutos. Dificilmente se prolonga por mais de uma ou duas horas. O grande problema é quando há demora no diagnóstico e início de tratamento. (Fonte: Freepik/Reprodução)
Um derrame dura de 2 a 30 minutos e dificilmente se prolonga por mais de 1 ou 2 horas. (Fonte: Freepik/Reprodução)

No estudo, os pesquisadores revisaram as informações de saúde e estilo de vida de mais de 140 mil adultos sem derrame prévio, doença cardíaca ou câncer que participaram da Canadian Community Health Survey entre os anos 2000 e 2012. 

Os participantes foram acompanhados por cerca de nove anos, e os acidentes vasculares foram identificados por meio de vínculos com registros hospitalares. Durante o período, ocorreram 2.965 casos de AVC e quase 90% foram do tipo isquêmico.

A associação que realizou o estudo recomenda que os adultos pratiquem duas horas e meia de atividade física por semana. O grupo analisado mais inativo, que tinha oito ou mais horas de sedentarismo diários e baixa atividade física, teve sete vezes mais risco de ter o derrame do que os que tinham quatro horas de sedentarismo e realizavam algum tipo de atividade física moderada.    

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Fonte: Science Daily, Ministério da Saúde, Pfizer, Rede Dor, Grupo Cene.

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