Startups brasileiras de saúde e os impactos positivos da tecnologia no setor

30 de setembro de 2019 4 mins. de leitura
Healthtechs têm fornecido tecnologia de ponta para a solução de problemas da área, beneficiando profissionais e pacientes

Com o investimento em pesquisas de base e o desenvolvimento da tecnologia, são poucos os setores de serviços que não contam hoje com o auxílio desses avanços. Em um mundo altamente globalizado, no qual falamos muito em redução das distâncias físicas, estamos cada vez mais ávidos por soluções rápidas e efetivas. Sem dúvidas, o setor da saúde encontra muitos benefícios com o auxílio da tecnologia na resolução de diagnósticos, prevenção de enfermidades e acompanhamentos.

Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir o acesso igualitário aos serviços de saúde. Sabemos que, embora nosso Sistema Único de Saúde (SUS) seja elogiado por muitos pesquisadores estrangeiros, as falhas e dificuldades financeiras enfrentadas deixam o atendimento aquém do ideal; além disso, o Brasil apresenta uma reduzida taxa de pessoas com acesso a um planos privados — segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), menos de 25% da população são beneficiários de planos particulares de assistência médica.

Dentro desse hiato de serviços de saúde, inovações tecnológicas encontram uma oportunidade de preencher algumas falhas. Considerando que estamos cada vez mais familiarizados com tecnologias, o surgimento de métodos que facilitem o acesso à saúde, reduzam custos, agilizem diagnósticos e melhorem o atendimento são cada vez mais bem recebidos. Nesse sentido, diversas startups têm atendido a esse mercado, desenvolvendo tecnologias que impactam profissionais e pacientes.

As companhias que aproveitam esse nicho aberto fornecem serviços em diferentes áreas, não somente médica. Muitas atendem às áreas farmacêutica e biomédica, por exemplo, trazendo inúmeras inovações que incluem aplicativos de monitoramento de pacientes, terapia digital, desenvolvimento de testes genéticos, exames diagnósticos, entre outras.

Essas startups são denominadas healthtechs e são cada vez mais fundamentais como apoio, compondo atualmente um mercado em expansão. Já existem várias startups oferecendo serviços na área de saúde no Brasil, e muitos institutos de pesquisa têm fornecido apoio para o crescimento dessas empresas.

Na região de Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, por exemplo, o SUPERA Parque integra institutos de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e startups de base tecnológica. Em São Paulo, o Cubo integra empreendedorismo com base em tecnologia e abriga várias healthtechs.

Conheça algumas healthtechs e como suas tecnologias têm aprimorado o mercado da saúde no Brasil.

8Blue

A 8Blue desenvolve métodos diagnósticos utilizando espectrofotometria móvel, que permite identificar patógenos, células e moléculas de forma não invasiva. A ideia da empresa é que qualquer pessoa com treinamento mínimo consiga realizar a análise, sem a necessidade da intervenção de um especialista.

N2B

A N2B criou um aplicativo que oferece acompanhamento nutricional online, feito por profissionais, possibilitando que o paciente tire dúvidas, tenha suas refeições avaliadas e verifique seu progresso. O serviço traz uma versão mais informal desse tipo de serviço, permitindo o envio de imagens, por exemplo.

Genotyping

Genotyping é um laboratório fundado há mais de dez anos e oferece serviços de genotipagem, utilizando as metodologias mais modernas de biologia molecular. A empresa trabalha com laudos claros e objetivos, permitindo a realização de exames que verificam a predisposição genética para muitas doenças.

Zenklub

A Zenklub traz uma inovação no setor de saúde mental, fundamental nos dias de hoje. A empresa criou um aplicativo que permite consultas e aconselhamentos com especialistas, incluindo serviços de terapia, psicanálise, entre outros. As consultas são criptografadas, garantindo a segurança do paciente.

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Fontes: Saúde Business, Ipcom, ANS.

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