Termo para mistura de vacinas é facultativo; Entenda por que a combinação é segura

16 de setembro de 2021 4 mins. de leitura
Por falta da vacina da AstraZeneca, cidadãos estão recebendo segunda dose do imunizante da Pfizer. Tire suas dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia

Conheça o maior e mais importante evento do setor de saúde do Brasil.

Autoridades de saúde recomendam uma segunda dose da vacina da Pfizer para quem tomou a primeira dose da AstraZeneca, caso não haja doses suficientes do laboratório anglo-sueco. A prefeitura e o governo estadual de São Paulo chegaram a exigir a assinatura de um termo de consentimento para quem fosse receber os imunizantes de fabricantes diferentes, o que gerou mais dúvida sobre a eficiência dessa mistura. Conheça o maior e mais importante evento do setor de saúde do Brasil.Autoridades de saúde recomendam uma segunda dose da vacina da Pfizer para quem tomou a primeira dose da AstraZeneca, caso não haja doses suficientes do laboratório anglo-sueco. A prefeitura e o governo estadual de São Paulo chegaram a exigir a assinatura de um termo de consentimento para quem fosse receber os imunizantes de fabricantes diferentes, o que gerou mais dúvida sobre a eficiência dessa mistura. 

Mas, em entrevista à rádio Eldorado nesta terça-feira (14), o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, declarou que a assinatura no documento não será mais necessária por conta do tempo para preenchimento, que estaria atrasando a vacinação.

A medida só foi possível porque o órgão municipal recebeu uma nova instrução do governo do Estado, publicado no sábado (11), tornando a assinatura do termo facultativa. Em nota ao Estadão, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a informação e acrescentou que o documento tinha como objetivo informar ao cidadão sobre a estratégia de imunização com vacinas diferentes.

Eficácia da combinação de vacinas

Doses da Pfizer estão sendo utilizados em locais onde faltam vacinas da AstraZeneca. (Fonte: Shutterstock/Marc Bruxelle/Reprodução)
Doses da Pfizer estão sendo utilizados em locais onde faltam vacinas da AstraZeneca. (Fonte: Shutterstock/Marc Bruxelle/Reprodução)

O esquema heterólogo de vacinação já foi estudado e utilizado em vários países. No Brasil, uma recomendação do Ministério da Saúde já indicava o intercâmbio de imunizantes para grávidas vacinadas com a primeira dose da AstraZeneca. Confira as principais dúvidas sobre o tema.

Quem tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 pode tomar a segunda dose da Pfizer?

Em razão de raríssimos efeitos adversos da AstraZeneca em alguns públicos-alvo, diversos países da Europa utilizaram o imunizante da Pfizer para completar o esquema vacinal, após estudos comprovarem a efetividade da aplicação de doses de diferentes fabricantes.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford indica que a combinação de uma primeira dose de AstraZeneca e uma segunda dose da Pfizer gerou mais anticorpos e células T do que usar dois componentes do mesmo imunizante.

Qual é o risco de misturar doses de vacinas diferentes?

Uma série de estudos publicados demonstram que a intercambialidade de vacinas é uma estratégia segura, especialmente para reduzir o efeito adverso para quem teve reações leves na primeira dose da AstraZeneca. A prática é indicada pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Todas as vacinas podem ser combinadas?

Aplicações da Coronavac não podem ser combinadas com outras vacinas, mas a terceiramas terceira dose está sendo aplicada em idosos. (Fonte: Shutterstock/Nelson Antoine/Reprodução)
Aplicações da Coronavac não podem ser combinadas com outras vacinas, mas a terceiramas terceira dose está sendo aplicada em idosos. (Fonte: Shutterstock/Nelson Antoine/Reprodução)

Além da combinação entre as doses da AstraZeneca e Pfizer, alguns países, como Alemanha, também utilizam a intercambialidade da vacina desenvolvida pela Oxford com o imunizante da Moderna. Os argentinos devem combinar a Sputnik V com a Moderna ou AstraZeneca, seguindo recomendações do Fundo Russo de Investimento Direto.

No caso da Coronavac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, não há estudos que comprovem a eficácia da combinação de vacinas. Portanto, a estratégia ainda não é adotada para esse imunizante.

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Fonte: Estadão.

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