Câncer de pele: avanços na Ciência ajudam na prevenção

2 de setembro de 2021 4 mins. de leitura
Pesquisa recente mostra que moléculas do gás sulfeto de hidrogênio podem ajudar na prevenção do câncer de pele

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O câncer de pele corresponde a 33% de todos os diagnósticos de câncer do Brasil e ocorre quando há um crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) registra, por ano, 185 mil novos casos. 

Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e espinocelulares, responsáveis por mais de 175 mil casos por ano. O melanoma é mais raro e letal que os carcinomas, sendo um tipo mais agressivo de câncer de pele, com cerca de 8 mil casos ao ano.

Quais são os tipos de câncer de pele?

O câncer tem maiores chances de ser curado quando detectado rapidamente. A doença é dividida em dois grupos: os melanomas e os carcinomas. Os carcinomas são os tipos de câncer de pele mais comuns, representando 95% dos tumores malignos de pele.

Eles podem ser divididos em duas categorias: o carcinoma basocelular, que tem baixa letalidade e surge em locais que frequentemente estão expostos ao sol, como face, orelhas, pescoço, ombros e costas; e o carcinoma espinocelular, que é mais grave e se manifesta nas células escamosas que constituem a maior parte das camadas superiores da pele, podendo se desenvolver em todas as partes do corpo.

O carcinoma espinocelular é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Fonte: Freepik/@wavebreakmedia/Reprodução)
O carcinoma espinocelular é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. (Fonte: @wavebreakmedia/Freepik/Reprodução)

Nesse caso, a exposição ao sol pode ser a principal causa, mas outros motivos podem estar associados, como: feridas crônicas, cicatrizes na pele, uso de drogas e autorrejeição de órgãos transplantados. 

O melanoma é menos frequente, aparecendo em 5% dos casos, porém é o mais agressivo. Ele tem origem a partir de melanócitos, que são as células responsáveis pela produção de melanina, proteína que dá cor à pele. Quando a doença é diagnosticada cedo, as chances de cura são de mais de 90%. 

O melanoma tem aparência de pinta ou um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Nesse caso, além da exposição ao sol, a hereditariedade também contribui para o aparecimento ou não da doença.

Para prevenir o câncer de pele, as medidas mais conhecidas são evitar a exposição ao sol, principalmente entre 10h e 16h (período em que ocorre a maior incidência de raios ultravioletas A e B — UVA e UVB), e se proteger com filtro solar.

O que o novo estudo descobriu?

Foi descoberto em um estudo recente que duas novas moléculas que geram pequenas quantidades de gás sulfureto de hidrogênio impedem o envelhecimento da pele após exposição à luz ultravioleta. Assim, a medida pode ser utilizada também para evitar o aparecimento do câncer de pele. 

Como as queimaduras solares são a principal causa do aparecimento da doença, a nova descoberta pode reverter ou atrasar o dano causado à pele. O estudo publicado na Antioxidants & Redox Signaling (ARS), realizado na University of Exeter Medical School, expôs as células da pele humana adulta e a pele de camundongos à radiação ultravioleta (UVA). 

UVA é a parte da luz solar natural que danifica a pele desprotegida e pode penetrar pelas janelas e até mesmo por algumas roupas. (Fonte: Freepik diana.grytsku/Reprodução)
UVA é a parte da luz solar natural que danifica a pele desprotegida e pode penetrar pelas janelas e até mesmo por algumas roupas. (Fonte: diana.grytsku/Freepik/Reprodução)

O UVA ativa enzimas de digestão da pele, chamadas colagenases, e faz a pele perder elasticidade e flacidez. Além disso, danifica o DNA celular, que pode causar mutações e alguns cânceres de pele. 

Os compostos inventados na universidade, chamados AP39 e AP123, em vez de apenas proteger a pele, como os filtros solares fazem, penetraram no tecido para corrigir a produção de energia das células da pele, evitando a ativação das enzimas colagenases, que degradam o tecido. 

O composto impediu o envelhecimento das células da pele humana em experimentos com tubos de ensaio e foi a primeira vez que os efeitos do fotoenvelhecimento foram observados em animais.     

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Fonte: Dermato Virtual, Science Daily, Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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