Gravidez não planejada: informação é essencial para a prevenção - Summit Saúde

Gravidez não planejada: informação é essencial para a prevenção

16 de novembro de 2022 4 mins. de leitura

Algumas opções de métodos contraceptivos também podem prevenir as doenças sexualmente transmissíveis

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Uma das opções de método contraceptivo mais conhecidas e populares, a pílula anticoncepcional completa, em 2022, 60 anos de disponibilidade no mercado nacional. Mas a medicação à base de hormônios, aprovada em 1960 para comercialização nos Estados Unidos, é apenas uma das várias alternativas que são ofertadas atualmente.

Apesar da ampla variedade, o acesso a tais métodos ainda é um grande problema no Brasil, onde o número de gravidezes indesejadas aumentou nos últimos anos, principalmente durante a pandemia de covid-19, de acordo com dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Além disso, muitas pessoas não sabem o que são métodos contraceptivos.

Também conhecidos como métodos anticoncepcionais, eles podem ser medicamentos, intervenções cirúrgicas, comportamentos e objetos utilizados com a intenção de evitar uma gravidez indesejada e prevenir as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Disponíveis para mulheres e homens, esses métodos são classificados em dois grupos: por barreira e hormonais.

Quase a metade das gravidezes no Brasil não foi planejada, conforme pesquisas. (Fonte: Pixabay)
Quase metade das gravidezes no Brasil não foi planejada, conforme pesquisas. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Nos métodos de barreira, o objetivo é impedir a entrada do esperma no útero com uma barreira física ou química. Já os métodos hormonais previnem a gravidez não planejada, assunto abordado nessa live do Estadão Blue Studio, controlando ou interrompendo a ovulação por meio de hormônios sintéticos, mas que não evitam a possibilidade de contrair DSTs.

A importância do acesso à informação

Dados de um levantamento feito pelo UNFPA, em meados da década passada, indicam que quase a metade das gestações no Brasil não é planejada. Conforme a pesquisa, apenas 54% dos nascimentos ocorridos entre os anos de 2011 e 2016 foram programados pelos pais para aquela época.

Entre as demais 46% das gestações do período, 28% estavam planejadas para outro momento, enquanto 18% não eram desejadas. O relatório também mostrou que a demanda não atendida por métodos anticoncepcionais no País é de 6% a 7,7%, o que significa de 3,5 milhões a 4,2 milhões de mulheres na idade fértil.

Há diversas opções de métodos contraceptivos. (Fonte: Unsplash)
Há diversas opções de métodos contraceptivos disponíveis no Brasil. (Fonte: Unsplash/Reprodução)

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Para o Fundo de População da ONU, a gravidez não planejada na adolescência é causada, principalmente, pela falta de informação sobre as alternativas de métodos contraceptivos, além da dificuldade de acessar serviços e bens que ajudariam a exercer direitos sexuais e reprodutivos. Meninas e adolescentes de estratos sociais vulneráveis são as mais afetadas pelo problema.

Conhecendo as vantagens e desvantagens de cada opção, a mulher pode avaliar a melhor escolha para o seu caso, levando em conta também os riscos à saúde, o parceiro e a condição financeira, entre outros fatores. A orientação de um profissional especializado no assunto também é fundamental para o sucesso da medida.

Quais são as opções de métodos contraceptivos?

Os métodos anticoncepcionais de barreira são:

  • preservativo masculino;
  • preservativo feminino;
  • diafragma;
  • espermicidas;
  • dispositivo intrauterino (DIU).

Já as principais opções de métodos contraceptivos hormonais são as seguintes:

  • pílula anticoncepcional oral;
  • contraceptivo hormonal injetável;
  • anel vaginal;
  • adesivos cutâneos com hormônios;
  • implante contraceptivo.

Há, ainda, as alternativas de métodos anticoncepcionais naturais como a tabelinha, o método da temperatura basal, o método de Billings e o coito interrompido, além dos métodos cirúrgicos, que são a laqueadura e a vasectomia.

Quer saber mais? Assista aqui à opinião de nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: UNFPA, Agência Brasil, Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Ministério da Saúde

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