Remédio é indicado no tratamento de asma alérgica grave em pacientes que não conseguem controlar a doença mesmo com o cuidado preconizado

A asma é uma das doenças respiratórias mais comuns no Brasil: cerca de 10% da população sofrem com o problema, e parte dessas pessoas não consegue controlá-lo com o tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para tentar melhorar essa situação, o Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão do remédio Omalizumabe, indicado apenas para os casos mais graves, nos quais os pacientes não conseguem conter a doença recorrendo apenas às terapias convencionais.

Dificuldades no tratamento de asma

Os principais sintomas da asma são dificuldade para respirar e chiado e aperto no peito, com crises que se agravam, normalmente, durante a noite e no começo da manhã.

O problema ainda não tem cura, mas com o tratamento adequado pode ser controlado na maioria dos casos. Para isso, o paciente precisa ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e realizar uma consulta para que um profissional avalie qual é o grau da doença, o melhor tratamento e as formas de prevenir crises.

Omalizumabe

A nova proposta de tratamento para a asma no SUS é o Omalizumabe. A ideia começou a ser discutida pela Conitec em agosto de 2019, quando foram realizados testes para verificar a eficácia do medicamento nos casos em que os pacientes não conseguem controlar a doença com o uso de corticoide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração.

O parecer inicial da Comissão não encontrou evidências suficientes para justificar a incorporação do remédio no SUS, já que custaria cerca de R$ 70 milhões a R$ 78 milhões no primeiro ano e R$ 486 milhões R$ 529 milhões nos 5 anos seguintes, segundo análise de impacto orçamentário. Mas a questão segue para consultoria pública para receber o parecer da sociedade.

Como é o atual tratamento para asma no SUS

A melhor forma de controlar a doença, atualmente, é por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), documento que indica qual é o tratamento mais indicado para cada caso, considerando métodos medicamentosos e não medicamentosos.

O método não medicamentoso consiste em evitar o contato dos pacientes com elementos que podem causar alergia, enquanto o método medicamentoso é realizado com remédios gratuitos oferecidos pelo governo por meio do Programa Farmácia Popular. A oferta gratuita de medicações como brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol acontece desde 2011 mediante a apresentação de CPF e receita médica.

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Fonte: Ministério da Saúde.