Alimentos podem ser considerados remédios?

25 de junho de 2019 4 mins. de leitura
Veja o que a alimentação saudável pode fazer pela sua vida

Quando estamos doentes, visitar o médico é fundamental, pois, dependendo do quadro diagnosticado, é possível revertê-lo o mais breve possível. E, em grande parte das consultas, é recomendado consumir alguns alimentos para apressar na recuperação. Isso nos faz pensar: os alimentos são como remédios?

Frutas, legumes e verduras estão no topo da lista de insumos que ajudam a melhorar a saúde e, em muitos casos, auxiliam no combate a algumas doenças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variação no consumo dos alimentos também é peça-chave para uma vida mais saudável, além de ajudar no combate a inflamações e problemas de saúde.

O baixo consumo de açúcar e sódio também é mencionado em uma pequena lista divulgada recentemente pela OMS, com 5 metas para ter uma vida mais ativa e saudável.

Alimentos x medicamentos

Como diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar, e tal frase nunca foi tão verdadeira. Para se ter noção, há inúmeras implicações de saúde que podem ser tratadas a partir do consumo de certos alimentos.

Um caso bem interessante envolve a fotógrafa polonesa, Ullenka Kaczmarek, que ao ver sua filha de apenas 9 anos desenvolver eczema – uma doença que afeta a pele – resolveu mudar radicalmente os alimentos consumidos pela pequenina a partir de uma publicação vista no Instagram.

Sem a ajuda de remédios, Ullenka conseguiu reverter o quadro da pequena Maya em poucas semanas. Em uma entrevista divulgada pelo portal Terra, a fotógrafa ressalta que notou a mudança do aspecto da pele de sua filha a partir de reações alérgicas que surgiam sempre que a menina comia carnes, laticínios e alimentos que continham glúten.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o eczema caracteriza-se pela irritação da pele, podendo causar coceiras e lesões cutâneas. O eczema é uma reação adversa que surge em decorrência de vários fatores, inclusive a má nutrição. Ullenka decidiu incluir na dieta de Maya apenas frutas e alimentos crus e, ainda assim, mudou a dieta de toda a família.

O plano vegano e com baixo índice de carboidrato foi o que salvou a pele de Maya, como diz sua mãe. Atualmente, a família de Ullenka viaja pelo mundo descobrindo novos sabores e alimentos saudáveis. Ullenka até fez um vídeo mostrando a transformação de Maya. Veja:

Alimentos que combatem doenças

O combate às implicações de saúde começam na mesa. De acordo com o Centro Nacional de Informações Biotecnológicas (NCBI), dos EUA, há nutrientes poderosos e que estão presentes na maioria dos pratos, inclusive de nós, brasileiros. Veja alguns deles e seus respectivos benefícios à saúde:

Ovo

Os ovos são considerados grandes aliados para a saúde humana, além de serem extremamente nutritivos. Eles são ricos em vitaminas do complexo B, vitamina A, ferro e fósforo.

A gema e a clara também são repletas de proteínas de alto valor biológico, que ajudam a repor os tecidos musculares. Outros componentes presentes nos ovos:

  • antioxidantes;
  • luteína;
  • zeaxantina.

Legumes

As leguminosas são vegetais, incluindo feijão, lentilhas, ervilhas, amendoim, soja, etc. Elas carregam nutrientes excepcionais para nosso organismo e ajudam a prevenir doenças, como a diabetes tipo 2 e redução da pressão arterial.

Legumes ricos em vitaminas do complexo B, vários minerais, proteínas e fibras. Consumir legumes regularmente ajuda na manutenção do peso e melhora o bem-estar.

Alho

Além de ser muito saboroso, o alho possui excelente quantidade de manganês, vitamina C, selênio, fibras e vitamina B6. O ingrediente culinário ainda promove muitos benefícios medicinais, uma vez que é eficaz no controle do colesterol, da pressão arterial e ainda fortalece a função imunológica.

Tanto o alho, como os legumes e ovos fazem parte de pesquisas que analisam os efeitos positivos dos alimentos no combate às doenças, nos mostrando que, no futuro, haverá muitas descobertas interessantes envolvendo o consumo de nutrientes, abrindo espaço para novos métodos, curas e muita saúde.

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Fontes: Healthline, OMS.

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