Amígdalas: quando é recomendada a cirurgia de remoção?

19 de setembro de 2021 4 mins. de leitura
Situadas no fundo da garganta, elas protegem o organismo dos causadores de infecção e outros problemas

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Retirar as amígdalas é benéfico ou traz problemas para a saúde? Esta é uma dúvida comum, inclusive entre os especialistas no assunto, pois enquanto alguns defendem a remoção, afirmando que ela reduz infecções e trata a apneia do sono, outros acreditam que o procedimento aumenta os riscos de doenças respiratórias.

Também conhecidas como tonsilas palatinas, as amígdalas são órgãos localizados entre os sistemas respiratório e digestivo, na região da faringe. Elas se destacam pela produção de anticorpos e pelo acionamento dos linfócitos, células de defesa que atuam na proteção contra vírus, bactérias e outros agentes nocivos que chegam pela boca e o nariz.

Devido a esse constante trabalho de proteção, desempenhado em parceria com as adenoides — glândulas localizadas na parte superior da garganta — elas podem ter o funcionamento afetado em algum momento. Geralmente, doenças e o uso de determinados medicamentos acabam deteriorando-as, levando à infecção e inchaço.

As amígdalas ficam no fundo da garganta. (Fonte: Vera Tretyakova/Shutterstock/Reprodução)
As amígdalas ficam no fundo da garganta. (Fonte: Vera Tretyakova/Shutterstock/Reprodução)

Quando isso ocorre, fica caracterizada a amigdalite, que pode ser do tipo aguda, com menor duração, ou crônica, persistindo por um longo tempo. A primeira apresenta sintomas como dor de garganta, vermelhidão, febre e dificuldade de engolir, enquanto a segunda inclui dor ao deglutir e a presença de bolinhas brancas na garganta.

Quando a retirada das amígdalas é indicada?

O tratamento para amigdalite envolve o uso de antibióticos, caso a inflamação tenha sido causada por bactérias, ou de medicamentos para controlar a febre e a dor, se a origem for viral. Hidratação constante, consumo de alimentos ricos em vitamina C e gargarejos com água morna salgada também ajudam na melhora.

Porém, nem sempre essas terapias são suficientes para aliviar a dor causada. Além disso, a doença pode estar relacionada a causas genéticas, com a infecção levando a sintomas como apneia do sono, dificuldade para respirar, mau hálito, problemas na fala e na alimentação, associados ao crescimento anormal das tonsilas palatinas.

Infecções constantes nas amígdalas podem indicar a necessidade de cirurgia. (Fonte: Prostock-studio/Shutterstock/Reprodução)
Infecções constantes nas amígdalas podem indicar a necessidade de cirurgia. (Fonte: Prostock-studio/Shutterstock/Reprodução)

Quando os remédios não conseguem aliviar os sintomas e a amigdalite começa a causar maiores complicações ao paciente, é o momento em que a cirurgia para retirar as amígdalas surge como alternativa. Mas a opção pelo procedimento deve passar por uma análise criteriosa.

O candidato à cirurgia precisa apresentar, por exemplo, mais de cinco infecções ao longo de um ano ou cinco por ano e durante dois anos consecutivos, ou ainda três registros ao longo de três anos, como defendem alguns especialistas. Além disso, o tratamento com remédios não deve ter apresentado resultados satisfatórios.

O que acontece após a remoção?

A retirada das amígdalas é um procedimento que ocorre sob anestesia geral e costuma durar de 30 a 60 minutos, não sendo indicada para menores de 4 anos. A amigdalectomia, como ela é chamada, pode ser feita em conjunto com a remoção das adenoides, dependendo do quadro clínico.

De maneira geral, a retirada das tonsilas palatinas não tem efeitos significativos no sistema imunológico, pois as defesas do organismo são reforçadas por outros órgãos. Porém, estudos afirmam que a cirurgia aumenta o risco de infecções respiratórias e causa outras consequências de longo prazo.

Médico e paciente devem avaliar bem os riscos, as vantagens e as desvantagens do procedimento cirúrgico, como sugere a Mayo Clinic.

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Fonte: Tua Saúde, Brasil Escola, Unicamp, Mayo Clinic, Healthline.

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