Colocação do DIU: como funciona?

6 de janeiro de 2022 4 mins. de leitura
Em clínicas ou hospitais, a colocação do DIU é rápida e segura

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O dispositivo intrauterino (DIU) é um objeto sólido inserido por meio do colo do útero na cavidade uterina. Ele tem o objetivo de evitar que a mulher engravide. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os dispositivos são altamente eficazes, seguros e bem tolerados. Sua taxa de falha é semelhante à esterilização cirúrgica feminina.

Exemplo de DIU de cobre. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)
Exemplo de DIU de cobre. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Tipos de dispositivos 

Existem três tipos principais de DIUs:

  • DIU não medicado — o dispositivo mais comum é chamado de Alça de Lipps, é composto de polietileno impregnado com sulfato de bário. Ele foi o primeiro a ser clinicamente aceito e se popularizou no início dos anos 60.
  •  DIU de cobre — é um dispositivo altamente eficaz, ele consiste em um fio de prata coberto de cobre. A presença desse tipo de dispositivo gera mudanças bioquímicas e morfológicas no endométrio, o que diminui a eficácia do espermatozoide. Nesse caso a ovulação não é afetada.
  •  Frameless DIU — esse tipo de dispositivo tem todas as propriedades do DIU de cobre, porém foi desenvolvido a fim de evitar alguns problemas relacionados ao formato. Ele é composto de um fio de nylon contendo seis anéis de cobre.

Quando deve ser colocado?

Não existe um período específico exigido, uma vez que a chance de gravidez for descartada o dispositivo pode ser colocado. Apesar do senso comum, não existem evidências de que o DIU deva ser colocado apenas durante a menstruação. Nesse período, inclusive, a chance de expulsão e as taxas de infecção podem ser mais altas. A troca ou retirada do DIU também pode ocorrer em qualquer momento do ciclo menstrual.

Como funciona a colocação do DIU?

O procedimento de colocação do DIU pode ser realizado em clínicas ou hospitais. Pode haver aplicação de anestesia local ou a indicação do uso de anti-inflamatórios não hormonais uma hora antes do procedimento.

Representação da colocação do DIU. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)
Representação da colocação do DIU. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Primeiramente, o profissional realiza a inspeção e limpeza do cérvix e vagina com antisséptico apropriado. A inserção do dispositivo intrauterino é realizada com um aplicador específico. 

Após a alocação no fundo do útero é realizada a remoção do aplicador e o corte do fio presente no DIU. Permanecem cerca de três centímetros do fio no cérvix. É aconselhável realizar um ultrassom para se certificar de que o DIU está na posição correta.

Acompanhamento

Após a colocação do DIU, a Febrasgo aconselha que seja realizada uma consulta no período entre três e seis semanas seguintes ao procedimento. Depois disso, deve-se realizar uma consulta por ano.

O acompanhamento permite a avaliação do padrão menstrual, verificação de possíveis infecções, avaliação da satisfação com o uso do dispositivo e, se necessário, aconselhamento de uso de preservativos para proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Remoção do DIU

A remoção é tão simples quanto a colocação. No consultório médico ou hospital, o especialista irá utilizar uma pinça para puxar o DIU pelo fio até sua completa visualização. Caso o fio não esteja visível, a remoção é realizada com o auxílio do mesmo dispositivo utilizado no exame Papanicolau.

Mitos sobre o uso do DIU

A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou alguns pontos mal-entendidos a fim de esclarecer e corrigir o entendimento a respeito do DIU:

  • pode ser usado por mulheres de qualquer idade, incluindo adolescentes;
  • pode ser usado por mulheres que têm ou não filhos;
  • não aumenta o risco de contrair ISTs;
  • não aumenta o risco de aborto quando a mulher engravida após a remoção do DIU;
  • não deixa a mulher infértil;
  • não causa câncer;
  • não pode se mover para o coração;
  • não causa desconforto para a mulher ou para o homem durante o sexo.

Fonte: Paraná Clinicas, Steal the look, Febrasgo, World Health Organization.

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