Covid-19: grávidas têm maior risco de desenvolver quadros graves - Summit Saúde

Covid-19: grávidas têm maior risco de desenvolver quadros graves

11 de abril de 2021 3 mins. de leitura

Uma análise de 192 estudos concluiu que gestantes tendem a precisar de UTI e sofrerem com parto prematuro devido à covid-19

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Uma análise realizada por pesquisadores britânicos indicou que mulheres grávidas (ou puérperas) apresentam um maior risco de desenvolver quadros graves de covid-19 em comparação às não grávidas. 

No estudo, comprovou-se que é grande o percentual de gestantes que apresentam complicações em decorrência do novo coronavírus e que precisam do atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entenda melhor as análises e as demais conclusões da pesquisa a respeito do comportamento do vírus nessa parcela populacional.

Muitos estudos têm sido realizados a fim de entender melhor a ação do novo coronavírus no organismo. (Fonte: Unsplash)
A covid-19 ainda causa dúvidas, por isso estudos como o realizado pelos pesquisadores britânicos são tão importantes. (Fonte: Unsplash)

Grávidas são grupo de risco para a covid-19

Pesquisadores da Universidade de Birmingham (Inglaterra) realizaram uma análise de estudos em que observaram gestantes e puérperas com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus. 

Eles fizeram um compilado de dados em relação aos fatores de risco, índices de manifestações clínicas (sintomas, achados laboratoriais e radiológicos) e taxa de mortalidade dessas mulheres em decorrência da covid-19.

Nessa análise, foram incluídos 192 estudos, e os resultados dessa seleção de pesquisas indicaram que uma mulher grávida (ou que recém deu à luz) apresenta um maior risco de desenvolver quadros graves de covid-19 em comparação a mulheres não grávidas.

O estudo constatou que as gestantes precisaram com mais frequência de atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), embora muitas das grávidas infectadas pelo coronavírus não apresentassem os sintomas da doença. Quando havia manifestação clínica, os sintomas relatados em 40% dos casos foram febre e tosse. 

A revisão também concluiu que, apesar de os quadros serem mais graves, a taxa de mortalidade de grávidas ou puérperas foi relativamente baixa (0,02%) — sendo um total de 339 óbitos de 41.664 casos analisados nas pesquisas.

Outro dado importante para explicar o porquê de mulheres grávidas apresentarem quadros mais graves de covid-19 foi o fato de que a maioria delas tinha comorbidades, o que, consequentemente, provou agravamento da infecção pelo vírus. Dentre tais condições preexistentes estão: diabetes, hipertensão e obesidade. Além disso, a idade avançada da mãe na gestação e a etnia não branca também foram consideradas como impulsionadores para esses casos. 

Uma informação complementar relevante vem da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), que reforça as maiores chances de coagulopatia e trombose por conta da covid-19, um fator que também pode acarretar complicações no quadro clínico da gestante.

Por fim, o estudo concluiu que gestantes infectadas pelo novo coronavírus apresentam um maior risco de parto prematuro devido às complicações da doença e em decorrência dos quadros mais graves. Como consequência, o resultado é que também apresentam maior risco de morte no trabalho de parto, internamento na UTI e aumento da probabilidade do bebê precisar da UTI neonatal.

O parto prematuro é uma das principais complicações dos quadros graves de Covid-19 em gestantes. (Fonte: Unsplash)
O parto prematuro é uma das principais complicações dos quadros graves de covid-19 em gestantes. (Fonte: Unsplash).

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Fontes: The BMJ (British Medical Association), Febrasgo.

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