Intoxicação alimentar e virose: conheça as diferenças

13 de janeiro de 2022 4 mins. de leitura
As doenças apresentam sintomas semelhantes e são diferenciadas pelo tipo de agente infeccioso

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Virose é o nome que se dá a qualquer doença causada por um vírus, podendo ser respiratória ou gastrointestinal. A transmissão ocorre por meio de gotículas da boca e do nariz ou via fecal-oral. 

Os cuidados essenciais para a prevenção das viroses incluem manter as vacinas em dia e ter hábitos de higiene. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), as viroses tendem a ser mais frequentes durante o inverno. Segundo a instituição, os ambientes fechados nessa estação facilitam a transmissão do vírus.

Intoxicação alimentar e virose gastrointestinal podem ter sintomas semelhantes. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Intoxicação alimentar e virose gastrointestinal podem ter sintomas semelhantes. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Já a intoxicação alimentar é causada pelo consumo de alimentos ou água contaminados por bactérias, principalmente a salmonella e os estafilococos. Em épocas mais quentes, como no verão, a intoxicação alimentar é mais comum. A nutricionista Maria Fernanda D’Ottavio, do Hospital do Coração (HCor), afirma que, nessa época, a conservação dos alimentos pode ficar comprometida e favorecer o desenvolvimento de micro-organismos.

Principais sintomas

A virose apresenta os seguintes sinais: tosse, mal-estar, falta de apetite, dor abdominal ou de garganta, entre outros. Em alguns casos, pode ser assintomática. Os vírus mais comuns são adenovírus, rinovírus, influenza e sincicial respiratório (VSR).

A intoxicação alimentar tem sintomas parecidos com os da virose, podendo apresentar estes sintomas: vômitos, diarreia, cólicas e dores abdominais. Em casos mais graves, como o da contaminação pela bactéria causadora do botulismo, pode acontecer até paralisia da musculatura respiratória.

Diferenças

A virose e a intoxicação alimentar apresentam sintomas muito semelhantes entre si. Para o diagnóstico e o tratamento, é recomendado procurar um especialista.

A principal diferença entre as doenças é o fato de que a virose se apresenta de forma mais branda. Em contrapartida, a intoxicação alimentar começa de forma mais abrupta, segundo o dr. Paolo Salvalaggio, ela tem início de 6 a 8 horas após a ingestão do alimento contaminado.

Além disso, as viroses costumam durar de 2 a 5 dias; enquanto a intoxicação leva em torno de 10 dias para ser curada, podendo, inclusive, ocorrer febre e desidratação.

Cuidados a serem tomados

De acordo com o Hospital Anchieta, o tratamento da virose consiste em diminuir o desconforto do paciente até que o vírus seja eliminado. Então, além de remédios para aliviar os sintomas, é importante descansar e se manter hidratado.

Higiene correta de alimentos diminui os riscos de viroses e intoxicações alimentares. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Higiene correta de alimentos diminui os riscos de viroses e intoxicações alimentares. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Para o tratamento da intoxicação alimentar, o dr. Juliano Machado afirma que não é necessária uma abordagem específica. Assim como nas viroses, os medicamentos indicados têm a finalidade de controlar os sintomas, como náuseas e vômitos. Também é primordial ficar atento à hidratação, pois, nesse caso, ocorre a perda de um grande volume de líquidos por meio de vômitos e diarreia.

Populações com cuidados especiais

Para adultos saudáveis, a maioria das viroses e intoxicações alimentares dura apenas alguns dias e não deixa sequelas. Porém, outras populações são mais suscetíveis aos efeitos dessas doenças e podem sofrer complicações.

Crianças, gestantes, idosos e pessoas com outras doenças podem ser acometidas por efeitos mais severos, necessitando de atenção especial e medidas de prevenção mais rigorosas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a intoxicação alimentar acomete cerca de 600 milhões de pessoas no mundo, sendo que 420 mil acabam morrendo em decorrência das complicações. No caso das viroses, o vírus influenza é o responsável pelo comprometimento grave de quase 3,5 milhões de pessoas.

Para proteger a população, são necessárias medidas de prevenção que vão desde a melhoria de condições sanitárias até o simples lavar das mãos.

Fonte: Hospital Proncor, Hcor, Ministério da Saúde, Hepato Gastro, Hospital Anchieta, Materdei, Blog Saúde, Fiocruz.

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