Mulheres brasileiras não vão periodicamente ao ginecologista - Summit Saúde

Mulheres brasileiras não vão periodicamente ao ginecologista

8 de março de 2021 4 mins. de leitura

Entenda por que as brasileiras não vão ao especialista regularmente e a importância de manter esse acompanhamento periódico

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A ida ao ginecologista para muitas mulheres ainda é um problema (e até mesmo um tabu) atrelado a fatores como: desconforto ou vergonha, falta de informação sobre a necessidade do acompanhamento ginecológico, relação entre médico e paciente etc.

Há, inclusive, uma parcela significativa de brasileiras que nunca foi a uma consulta com o ginecologista — tanto no sistema público de saúde (SUS) quanto no privado.

Por que as mulheres brasileiras não vão ao ginecologista?

As brasileiras não vão ao ginecologista por motivos diversos. Porém, o primeiro fator responsável por esse problema é a falta de informação e conscientização, uma vez que a primeira consulta ginecológica de grande parte das mulheres ocorre apenas ao sinal de alguma doença, na busca por contraceptivos ou por gravidez.

A falta de informação ainda é um fator que leva mulheres a não procurar o ginecologista (Fonte: Reprodução Pinterest).
A falta de informação ainda é um fator que interfere na procura pelo ginecologista (Fonte: Reprodução Pinterest).

O correto é realizar a primeira consulta com o ginecologista logo no primeiro ciclo menstrual da vida da mulher, para garantir que sejam passadas à paciente todas as informações sobre a menstruação, bem como orientações sobre iniciação sexual segura, IST e métodos contraceptivos.

A partir de dados de inúmeras pesquisas e entrevistas (realizadas por diferentes institutos), também é possível constatar outros motivos que frequentemente levam as mulheres a não procurar pelo acompanhamento ginecológico:

  • não considerar a ida ao ginecologista como algo importante ou necessário;
  • dificuldade de acesso a unidades de saúde ou clínicas privadas;
  • dificuldade de agendamento de consultas pelo SUS;
  • problemas na relação entre médico e paciente;
  • vergonha do atendimento ginecológico.

A importância de buscar o acompanhamento com o ginecologista

O acompanhamento ginecológico é de suma importância para que a mulher tenha orientações seguras a respeito de métodos contraceptivos, infecções sexualmente transmissíveis, ciclo menstrual etc. Além disso, a ida ao ginecologista é fundamental para garantir o diagnóstico precoce de doenças como o câncer de colo de útero.

Esse tipo de câncer é o quarto mais comum entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele, de mama e colorretal.

Considerando esse fato e objetivando minimizar a desinformação a respeito da doença, o Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) aplicou o questionário “O que as mulheres sabem sobre câncer de colo do útero e HPV?”.

A pesquisa foi realizada com  548 brasileiras e apontou que quase metade das mulheres não passaram por uma consulta de rotina no ginecologista em 2020.

Quase metade das mulheres brasileiras não foi ao ginecologista
Quase metade das brasileiras não foi ao ginecologista em 2020. (Fonte: Reprodução Pinterest).

Outra informação relevante se refere ao fato de que metade das entrevistadas (50,1%) apontou que “não sabe” ou diz ser “falso” que o câncer de colo do útero é um dos mais fáceis de ser prevenido. Além disso, 25% desconhecem que o HPV é um dos principais causadores desse tipo de câncer.

Ainda, como principal motivo para não realização do exame papanicolau (popularmente conhecido como “preventivo”), as entrevistadas responderam que isso se dá porque o exame é desconfortável ou porque têm medo de sentir dor.

Essa ausência da busca pelo ginecologista reflete, portanto, em questões como maiores índices de contaminação por IST, gravidez indesejada (muitas vezes atrelada à falta de informação) e diagnóstico tardio de câncer de colo de útero.

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Fontes: IUCR, Governo do Estado de São Paulo.

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