Além de psiquiatras, outros profissionais compõem esse importante setor da saúde, que ganha cada vez mais espaço no século XXI

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo, com 9,3% da população sofrendo com esse transtorno. Um levantamento feito pela plataforma online de saúde mental Vittude indica que 86% dos brasileiros têm algum tipo de distúrbio psicológico.

Os cuidados com a saúde mental ganharam espaço na comunidade médica durante o século XXI. A quebra do tabu em relação à importância de ter uma mente saudável fez com que alguns profissionais adquirissem relevância no setor, tornando o trabalho essencial para o cotidiano da população.

Mas não são apenas psiquiatras e psicólogos os responsáveis por tratar a saúde mental. Confira quatro especialidades que atuam nessa frente.

Psiquiatria

Psiquiatras são alguns dos responsáveis por cuidar da saúde mental. (Fonte: Shutterstock)

Psiquiatria é a área da medicina destinada a cuidar de transtornos psicológicos e comportamentais. O profissional desse setor precisa realizar seis anos de formação médica e uma residência especializada por pelo menos mais três anos.

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Além de atender a casos mais comuns de problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, o psiquiatra é responsável por avaliar e indicar tratamentos medicamentosos para quadros de esquizofrenia, dependências químicas, bipolaridade e transtornos alimentares.

Psicologia

A psicologia é outro importante ponto de ramificação dos cuidados com a saúde mental e que, muitas vezes, atua em parceria com a psiquiatria. Os psicólogos não têm formação em Medicina, mas sim em Psicologia, e trabalham com um campo mais subjetivo de estudo da mente humana.

Algumas vertentes de pensamento da psicologia abordam o inconsciente, tentando buscar razões dentro dos pensamentos para corrigir transtornos comportamentais que um paciente possa apresentar.

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Formados em Psicologia costumam trabalhar em consultórios, mas também podem atuar no setor de recursos humanos (RH) de empresas, no qual são responsáveis por manter contato com os funcionários, estabelecendo melhorias no ambiente de trabalho e lidando com contratações e demissões.

Enfermagem psiquiátrica

OMS alerta para demanda de enfermeiros até 2030. (Fonte: Shutterstock)

A enfermagem psiquiátrica é um dos ramos que mais cresce na área dos cuidados com a saúde mental. Segundo estimativa da OMS, faltarão cerca de 9 milhões de enfermeiros para atender às necessidades globais até 2030, o que demonstra uma grande demanda no setor.

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O profissional de enfermagem especializado em psiquiatria ganha uma enorme gama de áreas de atuação. Hospitais gerais, unidades básicas de saúde, centros psicossociais e ambulatórios são algumas das opções para quem pretende seguir nessa carreira.

Os enfermeiros devem estar sempre ligados nas diretrizes dos ambientes de trabalho e realizar trabalhos de assistencialismo médico para garantir o bem-estar geral de todos os pacientes psiquiátricos. Em algumas clínicas, são os responsáveis por elaborar oficinas e grupos de conversa para dar conforto aos enfermos.

Terapia ocupacional

Quem trabalha como terapeuta ocupacional garante que os pacientes recebam toda a atenção para recuperar as capacidades funcionais e sociais. Essa terapia serve como meio para promover a saúde de pessoas com problemas de comportamento social ou deficiências físicas, sensoriais ou motoras.

Para atuar nessa área, o profissional deve ter concluído a graduação em Terapia Ocupacional e estar registrado no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito). Durante as sessões, os pacientes fazem exercícios para o corpo e a mente para auxiliar o processo de cura.

Além de cumprirem importante função na prática do bem-estar psicológico, essas profissões têm recebido incentivos do governo federal. Em 2019, o Ministério da Saúde anunciou aumento de 200% nos fundos destinados à saúde mental. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu R$ 97 milhões da União em comparação com R$ 33 milhões em 2018.

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Fonte: Educamais, Secad, Brasil Escola, Psiquiatria BH, Abrasme, Unyleya, Ministério da Saúde e Summit Saúde.