5 tecnologias que já estão revolucionando a medicina

13 de março de 2020 5 mins. de leitura
Diagnósticos e tratamentos devem se tornar mais simples, baratos e eficazes com o uso de novas tecnologias

A tecnologia presente em nosso cotidiano vem causando uma revolução na medicina. Gigantes do setor tecnológico, como Apple e Google, aliadas a instituições de saúde, vêm desenvolvendo soluções para facilitar diagnósticos e melhorar tratamentos na área. No Brasil, já existem 353 healthtechs, startups focadas em desenvolver soluções tecnológicas para a saúde, segundo o Global Startup Ecosystem Report, pesquisa promovida pelo Startup Genome.

Confira algumas inovações da tecnologia que podem mudar a medicina na próxima década.

1. Realidade virtual

A realidade virtual (RV) na medicina não é uma novidade. A tecnologia foi utilizada pela primeira vez em 1965 por Robert Mann para decidir qual seria o melhor procedimento em uma cirurgia ortopédica. A RV continua sendo aplicada para treinamento de médicos em cirurgias, mas a ampliação de seu uso para tratar doenças mentais é ainda mais promissora.

Psiquiatras da Duke University, nos Estados Unidos, estão atendendo pacientes com fobias, como claustrofobia ou medo de altura, por meio de terapias com exposição por RV. Na Universidade do Texas, professores criaram um programa de treinamento para autistas estimularem as suas habilidades sociais. A tecnologia também está sendo utilizada para diminuir a dor de vítimas de queimaduras. SnowWorld, jogo desenvolvido pela Universidade de Washington, ajuda pacientes a aliviarem a dor, principalmente durante o tratamento de feridas e fisioterapia.

2. Impressão de órgãos em 3D

A espera por um doador para um transplante de órgão deve ser coisa do passado em um futuro breve. Bioengenheiros da Universidade Rice e da Universidade de Washington superaram a maior dificuldade para a impressão de órgãos em 3D. Eles criaram uma tecnologia chamada Slate, capaz de reproduzir redes vasculares complexas e que imita a passagem de sangue, ar, linfa e outros fluidos vitais.

Outra ferramenta, porém, já está sendo utilizada pelos médicos. Charles Taylor, um ex-pesquisador de Universidade Stanford, desenvolveu a HeartFlow, impressora que faz a reprodução personalizada do coração a partir de uma tomografia computadorizada. O modelo permite ao médico realizar diagnósticos de forma não invasiva e melhorar o tratamento.

(Fonte: Shutterstock)

3. Wearables

Os dispositivos vestíveis são relógios, pulseiras, óculos, camisas, entre outros, que têm tecnologia embutida. Até pouco tempo atrás, as pessoas precisavam ir até o médico e fazer uma série de testes para verificar o estado do coração. Agora, com os wearables, isso é possível apenas com um smartwatch, como o Apple Watch Series 4. Enquanto é utilizado, o aparelho realiza um eletrocardiograma e ainda alerta o usuário sobre ritmos cardíacos irregulares.

A Athos, empresa de roupa inteligente, oferece uma camisa que monitora a atividade muscular, a frequência cardíaca e até a taxa de respiração enquanto a pessoa se exercita.

4. Big Data

A coleta de enormes quantidades de dados para uso médico sempre foi uma tarefa cara e demorada. Com a disponibilidade de diversas fontes de informações sendo registradas por aparelhos pessoais e alimentada por médicos, o trabalho de reunião dos dados se torna mais simples e rápido. O termo Big Data abrange todas as informações criadas pela digitalização desses conteúdos. Por meio da consolidação e análise dos dados, é possível tornar o diagnóstico e a prevenção de doenças mais precisos e baratos.

O Observatório da Dengue, do Departamento de Ciências de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), monitora relatos pessoais relacionados à dengue. O projeto emite um alerta em pontos críticos e antecipa a notificação dos casos da doença.

Dentro do hospital, o Orchestra, produto da empresa brasileira Carenet, integra todos os prontuários e equipamentos da unidade de terapia intensiva (UTI). O sistema permite o monitoramento da saúde dos pacientes em tempo real e de forma remota e pode emitir alertas e melhorar o tempo de reação em situações de crise.

(Fonte: Shutterstock)

5. Inteligência artificial

A inteligência artificial tenta reproduzir em computadores a capacidade humana de pensar e resolver problemas, já que as máquinas são capazes de analisar um número muito maior de dados e com mais rapidez do que uma pessoa.

A BenevolentAI, por exemplo, usa a tecnologia para extrair e analisar informações biomédicas de dados de ensaios clínicos a trabalhos acadêmicos. A partir disso, a ferramenta pode, entre outras coisas, identificar moléculas que falharam em testes e prever como esses compostos podem ser mais eficientes no combate a outras doenças. O primeiro teste clínico da solução será realizado nos Estados Unidos e na Europa e tem como foco a sonolência diurna excessiva em pacientes com mal de Parkinson.

No Brasil, a empresa Hoobox One tem uma tecnologia de reconhecimento facial para fins médicos. O SadiaX consegue identificar níveis de dor, agitação e sedação por meio de microexpressões faciais com precisão e em tempo real.

Fontes: Duke University, Forbes, iClinic, Apple, Cryptoid, Rice University, Carenet, Health Tech Mining Report, Wired, Startup Genome.

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