Estudo identifica nova forma de combate à malária - Summit Saúde

Estudo identifica nova forma de combate à malária

10 de setembro de 2022 3 mins. de leitura

Medicamento apresenta melhor resultado, podendo ser usado também na prevenção da doença

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Estudiosos conduziram uma pesquisa que busca oferecer uma nova forma de tratamento da malária. A doença é causada pelo Plasmodium e tem como vetor o mosquito Anopheles, que infecta milhares de pessoas anualmente no mundo. Nos últimos anos, ela tem apresentado maior resistência aos medicamentos disponíveis, demandando atenção de pesquisadores da área.

Realizada pela Universidade de Melbourne (Austrália), a pesquisa, publicada pela revista Science, identificou um composto capaz tanto de inibir o patógeno responsável pela enfermidade quanto de agir sem gerar danos às células, sejam elas de humanos, sejam de outros mamíferos. Denominado ML901, o remédio atua desestabilizando o mecanismo presente no parasita, promovendo a autodestruição dele.

Além da febre intensa, a malária pode provocar dores, tontura e náusea. (Fonte: Unsplash)
A malária pode provocar febre aguda, dores, tontura e náusea. (Fonte: Unsplash/Reprodução)

Por meio da ligação a um aminoácido, o efeito do medicamento rapidamente conteve a ação da síntese de proteínas e impediu o agente infeccioso de se reproduzir. Além disso, o composto se mostrou eficaz a longo prazo, agindo contra parasitas que já eram conhecidos por terem desenvolvido resistência aos antimaláricos.

Capaz de atuar no combate à doença, o remédio também pode ser usado para prevenir a malária, evitando que pessoas infectadas a transmitam. Segundo a professora e coautora principal do estudo, Leann Tilley, as descobertas promissoras motivam a busca por novas formas de tratamento.

Além de promover uma ampla cobertura vacinal, ainda se faz necessário investir em novas formas de tratamento para a malária. (Fonte: Unsplash)
Além do desenvolvimento de vacinas eficazes, ainda se faz necessário investir em novas formas de tratamento da malária. (Fonte: Unsplash/Reprodução)

No experimento, os testes foram realizados por meio da utilização de moléculas fornecidas pela Takeda Pharmaceutical, principal desenvolvedora de compostos antimaláricos, e aplicados em culturas de sangue humano. Os resultados abrem caminho para que cientistas continuem trabalhando no desenvolvimento do ML901.

A malária é responsável por provocar mais de 600 mil mortes na África e na Ásia anualmente, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o cenário também é desafiador: 99% dos casos estão concentrados na Amazônia Legal, região que compreende nove Estados.

Quando não tratada devidamente, a doença pode provocar sintomas graves e causar a morte. Como os primeiros sinais levam cerca de 10 dias a 15 dias para aparecer e costumam se apresentar com intensidade leve, a demora no diagnóstico e no tratamento se constituem como empecilhos para a erradicação da malária.

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Fonte: Sleep Foundation, Michigan Health, Pubmed, Science Direct, National Library of Medicine

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