Facebook e YouTube no combate a fake news sobre saúde e curas milagrosas

23 de agosto de 2019 3 mins. de leitura
Disseminação de notícias falsas em redes sociais pode causar danos à população

Nos últimos anos, como discussões em torno de notícias falsas (notícias falsas, em português), aumentadas, principalmente relacionadas à política. Entretanto, uma área da saúde também é afetada pelas formações desinformadas compartilhadas em redes sociais, um ponto de plataformas precisamente ativado ativamente contra a disseminação desse tipo de conteúdo.

Um grupo de cientistas estadunidenses chamado Feedback de Saúde (Coalizão de Credibilidade), uma organização de verificação de fatos, para analisar os 100 artigos sobre saúde mais populares e compartilhados em 2018. Dos 10 materiais com maior número de visualizações, 7 informações distorcidas ou falsas e apenas 3 foram classificados como dignos de confiança. Os especialistas também descobriram que 96% dos compartilhamentos desses artigos acontecem pelo Facebook.

No Brasil, o impacto da disseminação de notícias falsas sobre saúde já pode ser considerado na população com um aumento de casos de doenças preveníveis, como sarampo e rubéola, informações enganosas sobre a segurança das vacinas. Mentiras sobre imunizações causadas por autismo ou uso de doses permitidas, por exemplo, espalhar-se com facilidade pela Internet e causar medo principalmente em uso com menos acesso a informações reais.

Promessas de curas milagrosas e controles alternativos sem nenhum critério científico também podem causar danos irreparáveis ​​à saúde. Tanto os artigos que oferecem a “receita” de cura para quanto as diversas doenças como golpes que tentam vender essas curas milagrosas em propagandas nas plataformas digitais podem trazer graves consequências e dificilmente são reconhecidos.

Medidas do Facebook e YouTube

Para evitar que esse tipo de desinformação chegue a muitas pessoas, o Facebook adotou uma política de análise da credibilidade das publicações e para definir se estão vendendo produtos ou serviços com promessas falsas. Caso as publicações entrem nessas categorias, a rede social reduz sua distribuição.

Já o YouTube está impedindo que canais que promovam falsidades que possam prejudicar a saúde, como a cura do câncer e teorias conspiratórias sobre vacinas, sejam capazes monetizar. Dessa forma, os produtores de conteúdo não ganham dinheiro em cima do número de visualizações que esse tipo de material alcança.

Ação combativa do Governo

O Ministério da Saúde também se engajou na luta contra as fake news e lançou um canal para que os cidadãos possam verificar se uma notícia é verdadeira ou falsa. Para utilizá-lo, basta enviar o texto ou a imagem com a informação duvidosa para o número de WhatsApp disponibilizado: (61) 99289-4640. O conteúdo é analisado e respondido com um selo de “verdadeiro” ou “falso”. As notícias já avaliadas estão disponíveis com as respectivas classificações no site do Ministério.

A melhor forma de evitar que as notícias falsas se propaguem é não ler apenas o título ou uma chamada, conferir o nome do autor, conhecer o site em que está uma publicação e buscar outras fontes utilizadas para verificar a informação. Em caso de dúvida sobre a credibilidade da notícia, o melhor caminho é buscar a origem do conteúdo antes de compartilhar. Títulos sensacionais, sites suspeitos, erros ortográficos e uso de emojis no texto são indicativos para os quais o internauta deve se atentar.

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Fontes: TecMundo, EBC, UFMG, Feedback de Saúde, Estadão.

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