Robôs podem auxiliar hospitais no combate à infecções

20 de maio de 2021 4 mins. de leitura
Pesquisa da Universidade Federal de Kazan concluiu que tecnologia pode evitar a proliferação de infecções hospitalares

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Uma pesquisa elaborada pela Universidade Federal de Karzan, na Rússia, mostrou que robôs podem substituir o trabalho humano em zonas de alto risco de contaminação em hospitais. 

Os cientistas pesquisaram artigos relacionados à pandemia de covid-19 utilizando tecnologia, robótica e Inteligência Artificial (IA). Durante a análise, eles perceberam que a maioria dos estudos apenas citam as soluções possíveis ou apresentam uma técnica. 

Por isso, os pesquisadores propuseram uma nova classificação de robôs que pudessem operar no combate à infecções como a do novo coronavírus.

Segundo release oficial da universidade, foi elaborado um cenário com uso de ferramentas robóticas em um hospital de doenças infecciosas. A nova estrutura foi pensada com aplicabilidade prática e permite que as funções exercidas sejam realizadas com precisão.

Robótica nas zonas quentes dos hospitais

Estudo analisou inserção da robótica nas zonas quente, morna e fria dos hospitais. (Fonte: Universidade Federal de Kazan/Reprodução)
Estudo analisou inserção da robótica nas zonas quente, morna e fria dos hospitais. (Fonte: Universidade Federal de Kazan/Reprodução)

Os hospitais com casos de doenças infecciosas possuem organização de acordo com o grau de contágio. São as chamadas zonas quentes, mornas e frias. A quente, por exemplo, é considerada o local de contato direto com pacientes infectados, possuindo fortes restrições para conter a proliferação de doenças.

De acordo com a Universidade Federal de Karzan, a zona morna contém instalações médicas com contato indireto com uma infecção, como as enfermarias médicas, laboratórios, bancos de sangue, serviços de alimentação e lavanderia. Já a zona fria é a mais segura, com baixo risco de contaminação.

Os cientistas avaliaram as atividades diárias desenvolvidas dentro das três zonas e selecionaram uma série de tarefas que podem ser realizadas por robôs. 

Uso hospitalar da robótica pode ser positivo

Utilização da robótica nos hospitais pode evitar casos de contaminação. (Fonte: Michal Jarmoluk/Pixabay)
Utilização da robótica nos hospitais pode evitar casos de contaminação. (Fonte: Michal Jarmoluk/Pixabay)

Segundo a Universidade Federal de Karzan, os cientistas acreditam que os robôs devem substituir os humanos de forma gradual nas zonas de maior contágio dos hospitais, realizando tarefas de rotina que não requerem habilidades médicas. A troca, consequentemente, pode aumentar a segurança dos profissionais, além de diminuir a carga física e psicológica de quem atua na área.

As questões éticas sobre a aplicação da tecnologia

Em artigo oficial publicado no site da universidade, os pesquisadores afirmam que o assunto deve ser levado a sério tanto pelos desenvolvedores de robôs, quanto pelos gerentes de hospitais e profissionais tomadores de decisões. 

Sendo que, é preciso garantir diretrizes éticas de interação entre o homem e o robô, além de estratégias orientadas para a tarefa antes de fabricar o produto. Outro ponto que ganhou destaque é a necessidade de avaliar possíveis conflitos éticos que podem ocorrer ao utilizar a robótica em procedimentos específicos.

O futuro da pesquisa

Foi divulgado que a equipe planeja desenvolver a estrutura hospitalar infecciosa proposta e avaliar sua aplicação prática. Para isso, irão desenvolver novos regulamentos, estratégias de comunicação e controle, fusão de dados sensoriais e algoritmos de navegação autônoma, além de estratégias de interação seguras entre seres humanos e robôs.

A universidade afirmou que o projeto, considerado de grande escala, necessita de colaboração internacional e financiamento, para que dessa forma, a proposta se torne uma aliada para uma preparação mais assertiva em caso de outras pandemias no futuro.

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Fonte: Kazan Federal University.

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