Telemedicina, eHealth e mHealth: o que nos reservam?

23 de agosto de 2019 4 mins. de leitura
Entenda o que é telemedicina, eHealth e mHealth e como esses conceitos podem mudar sua vida nos próximos anos.

Os conceitos de telemedicina, eHealth e mHealth podem se referir a alguns casos, mas cada um cobre problemas diferentes. Também chamado de “saúde digital”, o eHealth é um conceito mais abrangente, que trata das diversas soluções digitais que têm como objetivo melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Tecnologia, robótica, inteligência artificial, Internet das Coisas e telemedicina e mHealth inclusivas são algumas das ferramentas de eHealth.

Desde 2005, o eHealth é uma prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS), que vem investindo e trabalhando com parceiros no mundo todo para ajudar no uso dessas ferramentas, desde o uso prático até políticas públicas. Atualmente, 58% dos países membros do OMS têm estratégias de eHealth e 75% têm instituições que treinam ou treinam em tecnologia com foco em saúde.

O Brasil está em estágio inicial de uso, mas o desenvolvimento é esperado, já que essas ferramentas diminuem consideravelmente os gastos na área e ainda aumentam a capacidade de atendimento. A população também oferece suporte: acordo com uma pesquisa da empresa de tecnologia Cisco, 76% dos usuários do sistema de saúde brasileiro estão abertos em um atendimento médico virtual.

O que é telemedicina?

A Telemedicina é uma medicina praticada a distância, ou seja, por meio de ferramentas remotas, como chamadas de voz, de vídeo, mensagens de texto, aplicativos etc. Sua história começou em 1950, mas foi na década de 1990, com expansão da Internet , que seu desenvolvimento e sua expansão foram possíveis.

O recurso abrange diversas áreas que mudam a vida de médicos e pacientes no mundo todo. O uso de computadores, tablets e dispositivos móveis, assim como o avanço dos estudos em inteligência artificial, podem cooperar na área da saúde desde a educação de novos médicos até o diagnóstico e o tratamento de pacientes.

No Brasil, a maior parte das universidades que oferecem cursos de Medicina tem um núcleo dedicado à telemedicina. A Rede Universitária de Telemedicina (Rute), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, hoje conta com centenas de unidades em todo o País.

Enquanto os futuros médicos podem estudar e aprender por meio de videoaulas, os médicos podem usar a telemedicina para gerar laudos online, ajudar colegas a distância e até mesmo monitorar seus pacientes.

O que é mHealth?

A mHealth ou Mobile Health trata-se das práticas de saúde realizadas por meio de aparelhos móveis como smartphones, assistentes digitais e dispositivos de monitoramento. Aplicativos e plataformas que conectam médicos e pacientes são alguns dos meios de mHealth mais comuns para prevenir doenças, marcar consultas, avaliar exames e acompanhar tratamentos.

De acordo com um estudo de 2017 da Association for Private Investment in Latin America, o setor de health tec foi o segundo que mais cresceu na América Latina desde 2016, com aumento de 250% em 1 ano.

Alguns dos dispositivos que vêm ganhando destaque são acessórios como relógios e pulseiras, que podem medir a frequência cardíaca; biossensores que monitoram a glicose; e até desfibriladores embutidos em roupas, que podem ser usados em casos de parada cardíaca.

No Brasil, um levantamento da Startup Base mostra que, até o momento, há quase 400 startups na área da saúde, a maioria associada à mHealth. Mesmo que uma parte delas ainda esteja em fase de testes, uma expectativa é de que o interesse na área será obtido em breve e nossa saúde e nosso bem-estar se beneficiará dessa tendência.

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Fontes: Associação de Investimentos Privados da América Latina, Base de Startups.

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