Ultrassom pode revolucionar tratamentos de doenças cerebrais

27 de fevereiro de 2021 3 mins. de leitura
Técnicas já estão sendo aplicadas em centros de estudo e indicam qual é o futuro da área de procedimentos voltados ao cérebro

Pulsos de ultrassom garantem tratamentos altamente eficazes de uma ampla gama de doenças cerebrais, de acordo com um artigo publicado pela Universidade Médica de Viena, na Áustria, e pela Universidade de Toronto, no Canadá, na revista Advanced Science.

Há anos, ambas as instituições se dedicam ao desenvolvimento de métodos revolucionários. Por exemplo, uma das ações da europeia melhora funções cerebrais ao ativar externamente neurônios ainda funcionais – e o aprimoramento constante das pesquisas é capaz de otimizar os resultados de batalhas contra Alzheimer, Parkinson, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e neuralgia.

Cirurgias não invasivas, entrega estratégica de medicamentos e genes em áreas selecionadas do principal órgão do sistema nervoso e modulação de redes neurais já fazem parte da realidade de diversos médicos e pacientes, e isso tende a se expandir cada vez mais.

Portadores de doenças cerebrais poderão contar com novos aliados no combate às condições. (Fonte: Shutterstock)
Portadores de doenças cerebrais poderão contar com novos aliados no combate às condições. (Fonte: Shutterstock)

Roland Beisteiner, que supervisionou o desenvolvimento do novo método de estimulação pulsada transcraniana com ultrassom (TPS) no Departamento de Neurologia da Universidade Médica e no Hospital Geral de Viena, explica que as novas abordagens representam uma vantagem genuína para todos os públicos.

De acordo Beisteiner, além de complementarem tratamentos já estabelecidos, serem seguras e estarem “prontas para ampla aplicação clínica, elas são virtualmente livres de quaisquer efeitos colaterais”.

Revolução de tratamentos

Segundo o especialista, a TPS, desenvolvida por um consórcio internacional e já licenciada para o tratamento de Alzheimer, é a única técnica que também pode ativar regiões profundas do cérebro de uma forma direcionada e não invasiva.

Em um estudo-piloto, pacientes apresentaram melhorias sustentadas durante um período de três meses. Entretanto, conhecimentos neurológicos e metodológicos específicos são exigidos dos profissionais, assim como conhecimento relacionado a funções cerebrais, já que se trata, conforme o especialista, de desenvolvimento científico contínuo.

Pacientes já se beneficiaram de estudos em andamento. (Fonte: Shutterstock)
Pacientes já se beneficiaram de estudos em andamento. (Fonte: Shutterstock)

Por outro lado, a cirurgia de ultrassom direcionada e não invasiva criada na universidade canadense sob a liderança clínica do coautor do estudo, Andres Lozano, possibilita o tratamento de disfunções cerebrais pela desativação direcionada de neurônios hiperativos. Executada pela emissão de ondas ultrassônicas, dispensa a abertura do crânio e está licenciada para tremor essencial e doença de Parkinson.

“Isso tem o potencial de ser usado para tratar todas as doenças cerebrais em que a terapia medicamentosa local é eficaz, como tumores e doenças do sistema motor”, exemplificou Beisteiner.

Por enquanto, todas estão restritas a testes em centros de tratamento e são experimentais, dedicadas a estudos que requerem extensa informação de pacientes e comprovada experiência neurocientífica. De todo modo, tais passos estruturam aquilo que pode ser o futuro dessa área na Medicina.

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Fonte: ScienceDaily.

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