Uso de aplicativos para saúde mental cresce em 2021 - Summit Saúde

Uso de aplicativos para saúde mental cresce em 2021

22 de junho de 2021 4 mins. de leitura

Segundo levantamento feito pelo Gympass, aumento da utilização das plataformas de saúde mental foi de 130%

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A pandemia de covid-19 tem chamado a atenção da sociedade para a necessidade de cuidados com a saúde psicológica. De acordo com um levantamento feito pela plataforma de bem-estar Gympass, a busca por aplicativos que propõem saúde mental aumentou em 130% na comparação das médias do primeiro trimestre de 2021 com o ano de 2020.

Em detrimento das medidas de isolamento social e dos desafios de prevenção do novo coronavírus, os níveis de estresse, ansiedade e depressão têm aumentado constantemente, o que poderia explicar o crescimento repentino do uso de aplicativos. 

Práticas são aliadas da saúde mental 

Meditação aparece em primeiro lugar entre as práticas de saúde mental usadas em aplicativos. (Fonte: Shutterstock)
Meditação aparece em primeiro lugar entre as práticas de saúde mental usadas em aplicativos. (Fonte: Shutterstock)

O estudo mostra que as atividades mais buscadas como opção de autocuidado em 2021 são variadas, mas a meditação ficou em primeiro lugar. Por ser uma alternativa natural e acessível para qualquer pessoa, a prática é vista como uma forma de aumentar o foco e a atenção.

Além disso, ela é capaz de liberar hormônios que auxiliam no relaxamento, como é o caso da endorfina. Outro fator importante é que muitos desses aplicativos oferecem opções de exercícios para que as pessoas possam realizá-los em qualquer horário e em casa, o que colabora para a prevenção contra a covid-19.

Saúde mental e pandemia

Em um levantamento feito pela empresa Ipsos em abril de 2021, e que foi cedido à BBC, 53% dos brasileiros afirmaram ter sentido piora no bem-estar mental desde o início da pandemia de covid-19. Por conta disso, a temática tem-se tornado cada vez mais importante dentro dos debates de saúde e destacada até mesmo por órgãos do governo.

O Ministério da Saúde, por exemplo, divulgou uma cartilha em seu site oficial na qual chama a atenção da comunidade médica para uma “epidemia paralela de sofrimento psicológico”. Conforme descrito pela pasta do Governo Federal, os seguintes grupos estão mais propensos a sentir o estresse da pandemia:

  • pessoas idosas ou que se encaixam nos grupos de risco da covid-19;
  • profissionais da Saúde que trabalham na linha de frente da pandemia;
  • pessoas com transtornos psicológicos.

Os dados são ainda mais preocupantes quando somados ao fato de que, em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório no qual apontava o Brasil como o país com maior prevalência de problemas psicológicos nas Américas.

Como controlar o estresse?

Aumento do estresse é preocupação global na pandemia. (Fonte: Aleksandr Davydov/Shutterstock)
Aumento do estresse é preocupação global na pandemia. (Fonte: Aleksandr Davydov/Shutterstock)

Por mais benéficos que os canais de comunicação sejam durante a pandemia para manter a população informada, o excesso de conteúdo sobre o novo coronavírus também começou a desencadear uma sobrecarga psicológica em muitas pessoas.

Portanto, segundo a OMS, a quantidade e a qualidade de informações colhidas ao longo do dia deve ser cautelosa. Recomenda-se que as pessoas separem apenas um período do dia para ficarem atualizadas sobre a pandemia. Por fim, a organização aconselha que as redes sociais sejam usadas como aliadas de uma vida mais saudável, servindo como disseminadoras de interações positivas entre amigos e familiares.  

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Fonte: Medicina S/A, BBC, Ministério da Saúde.

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