Vacinas são eficazes contra a variante indiana, aponta estudo - Summit Saúde

Vacinas são eficazes contra a variante indiana, aponta estudo

21 de maio de 2021 3 mins. de leitura

Cepa que surgiu na Índia é considerada mais transmissível e já foi identificada em vários países

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As vacinas contra a covid-19 atualmente em uso no Reino Unido oferecem proteção contra a variante B.1.617 do novo coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia em outubro de 2020, de acordo com os dados preliminares de um estudo realizado na Universidade de Oxford.

Segundo o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, as informações iniciais da pesquisa são “reconfortantes”, apesar de a alta transmissibilidade associada à mutação ainda representar perigo. O levantamento está sendo utilizado para apoiar as estratégias de reabertura do país à medida que a vacinação avança.

Em entrevista ao Times Radio, o professor de Medicina da Universidade de Oxford John Bell também se mostrou otimista, afirmando que os imunizantes reduzem a incidência de quadros graves e de mortes. Já Kit Yates, membro do Grupo de Aconselhamento Científico de Emergências do governo, ressaltou ser preciso aumentar o número de vacinados para obter maior proteção.

Vacina da AstraZeneca é a principal do país. (Fonte: Shutterstock/diy13/Reprodução)
Vacina da AstraZeneca é a principal do país. (Fonte: Shutterstock/diy13/Reprodução)

No Reino Unido, mais de dois terços da população adulta estão imunizados, recebendo as fórmulas produzidas por AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Moderna. As duas últimas já foram apontadas pela Agência Europeia de Medicamentos como eficientes contra a mutação, enquanto a primeira ainda não foi avaliada.

Maior capacidade de transmissão

Indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das causas do aumento de infecções e mortes por covid-19 na Índia, a cepa B.1.617 é provavelmente mais transmissível. As autoridades inglesas sugerem que ela tenha uma capacidade de contaminação até 50% maior do que a variante britânica. Conforme relata o Metro, 520 infecções causadas por essa variação foram detectadas na Grã-Bretanha em 28 de abril, sendo quase o dobro da quantidade da semana anterior. A cidade de Bolton é o epicentro no país, seguida por Blackburn.

Mesmo com as preocupações relacionadas ao aumento de casos, os britânicos se preparam para a próxima fase de flexibilização das restrições, com a reabertura de ambientes como pubs, restaurantes, bares e museus, assim como a liberação de cinemas e eventos com até 30 pessoas.

Mais de 25 milhões de indianos já foram infectados. (Fonte: Shutterstock/Sumit Saraswat/Reprodução)
Mais de 25 milhões de indianos já foram infectados. (Fonte: Shutterstock/Sumit Saraswat/Reprodução)

Primeiros casos no Brasil

Os primeiros casos de infecção pela variante indiana no Brasil foram identificados no Maranhão. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, seis tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que está ancorado no litoral maranhense, testaram positivo para a cepa B.1.617. A confirmação veio após o estudo genômico das amostras colhidas.

Do grupo, apenas um dos marinheiros, de 54 anos, precisou ser internado. Os demais estão em quarentena na embarcação junto ao restante da tripulação, que tem origem indiana. Todas as pessoas que tiveram contato com os infectados serão examinadas e acompanhadas pela secretaria. 

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Fonte: Metro, The Guardian, Secretaria de Saúde do Maranhão.

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