Descubra 5 sintomas da fibromialgia, causas e diagnóstico - Summit Saúde

Descubra 5 sintomas da fibromialgia, causas e diagnóstico

8 de outubro de 2021 4 mins. de leitura

Entenda por que a fibromialgia acontece e veja quais são alguns dos tratamentos indicados para essa condição crônica

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Condições reumáticas afetam mais de 15 milhões de pessoas só no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa condição engloba mais de 100 patologias, e a fibromialgia está entre elas. Saiba mais detalhes sobre como essa condição se manifesta.

Entenda a fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome crônica reumática e sua principal característica são as dores generalizadas, que atingem o corpo todo, mesmo na ausência de lesões musculares ou nas articulações. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, estima-se que cerca de 2,5% das pessoas do mundo sofrem com o problema.

O diagnóstico ainda pode ser um desafio, considerando que o principal sintoma é a dor musculoesquelética, que pode ser facilmente associada a outras condições similares. Além disso, vale dizer que só no fim da década de 1970 é que a fibromialgia foi reconhecida pela OMS como uma doença. É um distúrbio que recém integrou a medicina e ainda requer melhores estudos.

O diagnóstico da fibromialgia

Não há um exame específico para diagnosticar a fibromialgia, de forma que o diagnóstico da condição se pauta em análises clínicas, considerando o histórico do paciente e a observação médica do quadro. Também é comum que sejam realizados alguns exames físicos, de imagem e laboratoriais para descartar outras doenças que possam estar causando sintomas semelhantes.

Ainda assim, há quadros em que pacientes com outras condições reumáticas (como artrite reumatoide ou lúpus) desenvolvem a fibromialgia. Nesses casos, a análise clínica de, ao menos, 12 dos 18 pontos mais sensíveis do corpo do paciente (costas, cotovelos, mãos, ombros etc.) favorecem um diagnóstico mais preciso da síndrome.

Alguns dos principais pontos de dor da síndrome são as articulações das vértebras, ombros, punhos, bacia, joelhos e calcanhares. (Foto: Shutterstock/Lightspring)
Alguns dos principais pontos de dor da síndrome são as articulações das vértebras, ombros, punhos, bacia, joelhos e calcanhares. (Foto: Shutterstock/Lightspring)

5 sintomas da fibromialgia

O primeiro e principal sintoma da fibromialgia é a dor generalizada. É  um incômodo que ocorre em ambos os lados do corpo (direito e esquerdo), bem como acima e abaixo da cintura. Sendo assim, atinge regiões diversas ao mesmo tempo, desde a cabeça até a ponta dos pés, passando por toda a extensão do corpo.

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Para além desse, outros quatro sintomas da síndrome costumam surgir:

  • Fadiga: está associada às dificuldades que a pessoa com fibromialgia pode ter para dormir. Inclusive, há casos em que ocorrem distúrbios do sono (como a apneia do sono), o que dificulta um sono reparador e causa o cansaço.
  • Alterações cognitivas: muitos pacientes apresentam queixas como perda de memória, falta de concentração, dificuldade de raciocínio e podem apresentar até mesmo problemas com a fala.
  • Distúrbios psicológicos: em virtude do quadro físico, algumas pessoas desenvolvem transtornos como a depressão e ansiedade clínica.
  • Mudanças intestinais: ainda por conta das mudanças de funcionamento do corpo, podem ocorrer alterações do hábito intestinal (como prisão de ventre).

Lembrando que alguns desses sintomas podem aparecer mais a longo prazo e que a dor crônica costuma durar, ao menos, 3 meses seguidos para caracterizar a condição.

As tensões emocionais são uma realidade de muitos pacientes, e costumam estar associadas tanto às dores físicas, quanto a outros problemas, como a privação do sono. (Foto: Shutterstock/Stock-Asso)
As tensões emocionais são uma realidade de muitos pacientes, e costumam estar associadas tanto às dores físicas, quanto a outros problemas, como a privação do sono. (Foto: Shutterstock/Stock-Asso)

Possíveis tratamentos para a fibromialgia

A fibromialgia não tem cura. Portanto, os tratamentos têm como finalidade preservar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente através do controle dos sintomas. Com isso, visam aliviar complicações como a dor crônica, privação de sono e até reestabelecer o equilíbrio emocional, que pode ter sido afetado pela doença.

Podem ser prescritas terapias medicamentosas, com o uso de analgésicos, relaxantes musculares e medicações específicas para distúrbios do sono ou transtornos psicológicos. Mas também há a possibilidade de atuar com tratamentos não-farmacológicos: atendimento psicoterápico, prática de exercícios de baixo impacto, acupuntura, adoção de um estilo de vida mais saudável, dentre outros cuidados.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia.

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