Mononucleose pode ser transmitida pela saliva

21 de fevereiro de 2020 3 mins. de leitura
Os casos da “doença do beijo” costumam aumentar durante o Carnaval

A mononucleose é uma enfermidade causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitido pelo contato íntimo entre pessoas. O número de casos da doença aumenta significativamente no período de Carnaval, uma vez que o seu principal modo de contato é pela saliva. Por esse motivo, a doença é popularmente conhecida como “doença do beijo”.

Contudo, essa não é a única forma de transmissão da mononucleose; ela pode ser contraída também por meio do contato com objetos de uso compartilhado, como talheres e recipientes, além dos espirros, que espalham o vírus pelas superfícies dos ambientes.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre, dor nas articulações e dor de garganta. Porém, é preciso estar atento, pois nem sempre os sintomas se manifestam no corpo e, quando aparecem, são confundidos com gripes e resfriados.

Em matéria publicada no Estadão, o infectologista Glaydson Ponte reforçou que “muitas pessoas podem apresentar poucos ou nenhum sintoma, mas quando eles ocorrem, geralmente se manifestam com febre alta, dor na garganta, secreção nas amígdalas, tosse, fadiga, dores nas articulações e aparecimento de gânglios no pescoço, podendo progredir para outras áreas do corpo e provocar aumento de baço e fígado, causando dor abdominal”.

mononucleose
(Fonte: Shutterstock)

Tratamento

Apesar de a mononucleose não ter um tratamento específico, um simples exame de sangue já é o suficiente para detectar a presença da doença no corpo. Caso o diagnóstico seja positivo, a recomendação é que o paciente permaneça em repouso e se hidrate bastante. Mas é importante ficar em alerta, pois mesmo depois de curada uma pessoa que teve mononucleose pode contaminar outras.

“O contágio da doença do beijo pode ocorrer até um ano depois do surgimento dos sintomas”, explica Ponte. Entretanto, é impossível adquirir mononucleose mais de uma vez no decorrer da vida, já que, depois de contaminado, o corpo produz anticorpos específicos para se defender da doença, assim como acontece no caso da catapora.

Mas cuidado: o organismo combate o vírus, que pode permanecer inativo no corpo por muito tempo. Assim, se por algum motivo o paciente tiver uma baixa de imunidade, os sintomas podem reaparecer.

Como se prevenir?

adulto, água, borrão
(Fonte: Pexels)

A melhor prevenção contra a doença do beijo é não compartilhar alimentos, pratos, copos e outros utensílios, além de evitar o contato íntimo com um grande número de pessoas. Entre outras medidas, é interessante lavar as mãos com frequência, higienizar as mãos com álcool-gel, cobrir boca e nariz ao espirrar e evitar locais com grande aglomeração e pouca ventilação.

Além disso, manter a vacinação em dia e adquirir hábitos saudáveis — como praticar exercícios regularmente, ter alimentação adequada e garantir boas horas de sono todas as noites — são condutas que aumentam a imunidade do corpo contra infecções e contaminações.

Fontes: Estadão, Ministério da Saúde.

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