Pombos são ameaça à saúde de habitantes de grandes centros urbanos

30 de setembro de 2019 3 mins. de leitura
Pássaros podem transmitir doenças causadas por fungos e bactérias

Alguns animais se adaptaram muito bem à vida nos centros urbanos, como morcegos, ratos e pombos. Estes últimos podem parecer inofensivos, mas ajudam a disseminar algumas doenças e infecções que colocam em risco a saúde humana.

Pombos podem ser encontrados com facilidade em grandes cidades e normalmente fazem seus ninhos em torres, prédios e beirais. Sua alimentação original era baseada em grãos e sementes, mas quando passaram a habitar as cidades, devido à escassez desse tipo de alimento, restos de comida passaram a integrar seu cardápio.

O controle de pombos é difícil, pois a sua reprodução é rápida. Em geral, as fêmeas colocam 2 ovos que ficam incubados de 17 a 19 dias. Estima-se que cada fêmea tenha de 4 a 6 ninhadas por ano e que o tempo de vida de um pombo seja de 3 anos a 5 anos. Além disso, eles têm a vida facilitada por pessoas que tem o costume de alimentá-los em praças e parques.

A falta de controle dessas pragas urbanas pode levar a graves problemas de saúde pública. Pombos são transmissores de doenças que podem levar à morte, como:

  • salmonelose — Infecção causada pela bactéria Salmonella e que pode ser transmitida por pombos, já que a contaminação humana ocorre quando ingerimos alimentos contaminados com fezes de animais; causa gastroenterite (inflamação da mucosa intestinal);
  • histoplasmose — Também conhecida como “doença das cavernas”, está associada a morcegos e aves, com transmissão através da inalação dos esporos de fungos que crescem nas fezes desses animais; causa infecção nos pulmões, mas pode se espalhar para outros órgãos, como fígado e baço;
  • criptococose — Causada por fungos que se proliferam nas fezes dos pombos, são levados pelo ar e acabam sendo inaladas por humanos, essa doença é bastante perigosa e se instala primeiro nos pulmões, podendo chegar ao sistema nervoso central e causar meningite.

Algumas medidas simples podem ajudar muito a diminuir o risco de contaminação:

  • não alimente pombos e evite deixar sobras de alimentos ao alcance deles;
  • proteja o nariz e a boca quando for realizar a limpeza de locais que esses animais habitam, como telhados e forros;
  • impeça o acesso desses animais fechando passagens para dentro de forros e torres.

Quando esse tipo de espécie é controlada e vive de forma mais natural possível, todos saem ganhando.

Curtiu o assunto? Saiba mais sobre inovação e diferentes tecnologias aplicadas à medicina; clique aqui.

Fontes: Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Saúde.

Gostou? Compartilhe!