Quais são os fatores que podem alterar a frequência cardíaca?

9 de abril de 2020 3 mins. de leitura
Aspectos individuais como gênero, idade, duração média diária de sono e índice de massa corporal estão associados à mudança na frequência cardíaca

Um estudo realizado por Giorgio Quer e profissionais do Scripps Research Translational Institute, em La Jolla, Califórnia, mostrou que a frequência cardíaca normal pode variar em até 70 batimentos por minuto de pessoa para pessoa. Os dados foram analisados através de wearables (medidores vestíveis), usados por 92.457 pessoas nos Estados Unidos por aproximadamente 320 dias.

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Foram avaliadas as variações das frequências cardíacas normais (medidas em momentos de repouso) ao longo do dia. A observação foi realizada em indivíduos com características diferentes, para uma melhor compreensão de como elas ocorrem. Entre os fatores coletados, gênero, idade, duração média diária de sono e índice de massa corporal (IMC) foram responsáveis por 10% da variação observada. Os autores também identificaram uma pequena mudança sazonal na frequência dos indivíduos em repouso, com os valores se elevando em janeiro e diminuindo em julho.

Foi descoberto, ainda, que os indivíduos podem, de forma ocasional, presenciar pequenos períodos de mudança na frequência cardíaca em estado de repouso. A diferença da faixa normal é mínima, de 10 ou mais batimentos por minuto.

(Fonte: Shutterstock)

Fatores que podem causar variação

A elevação da frequência cardíaca pode estar associada a vários fatores cotidianos e de saúde. A prática de exercícios físicos, por exemplo, faz com que as frequências se elevem, assim como problemas de saúde como anemia, febre, hipertireoidismo e até mesmo o uso de medicamentos. Outros fatores que estão completamente associados ao aumento dos batimentos cardíacos são genética, ansiedade, estresse, doenças cardíacas, excesso de álcool ou cafeína, drogas, tabagismo e hipoglicemia.

Esse aumento é conhecido como taquicardia, um distúrbio do ritmo cardíaco que ocasiona a sensação de falha nos batimentos do coração. Já a bradicardia se caracteriza pelos batimentos mais lentos (em torno de 40 a 60 por minuto) e também pode ocasionar desconforto.

As arritmias, caracterizadas pelas mudanças na frequência dos batimentos, na maioria das vezes acontecem de forma breve e não oferecem risco à saúde. Porém, se essa alteração começar a acontecer de forma constante, no dia a dia, é preciso estar ciente da necessidade de buscar apoio médico.

Alcançando diagnósticos de maneira mais rápida

Os resultados da pesquisa geraram questionamentos entre os estudiosos em relação às melhorias na saúde e o uso de rastreamento diário da frequência cardíaca. Com as análises inter e intraindividuais, foi possível compreender as variáveis que afetam o ritmo cardíaco.

A busca por respostas em relação à capacidade de detecção precoce nas alterações clínicas de pacientes ainda demanda pesquisas adicionais, mas o uso de sensores vestíveis pode atuar efetivamente para indicar inesperadas mudanças clínicas da vida dos indivíduos.

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Fontes: Drauzio Varella, Science Daily.

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