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Descoberta pode ser útil para que hospitais possam fabricar o próprio produto

Cientistas da Alemanha e da Suíça atestaram a eficácia de duas fórmulas de desinfetantes para mãos recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção ao novo coronavírus. As fórmulas eram destinadas a evitar a disseminação de patógenos em geral, mas não havia uma confirmação de que seriam realmente eficazes contra a covid-19. As diretrizes se originaram em pesquisas anteriores que mostraram a ação contra outros tipos de coronavírus.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos sugere que as mãos sejam lavadas com água e sabão por cerca de 20 segundos para prevenir a doença. Como a rotina acelerada de profissionais da saúde dificulta a prática, desinfetantes com base em álcool foram a solução encontrada, mas não havia tantas evidências da sua eficiência.

Como foram os testes

Imagem: Freepik
Depois de serem expostos às fórmulas, os coronavírus ficaram inativos. (Fonte: Freepik)

As composições das fórmulas recomendadas pela OMS são as seguintes:

Primeira fórmula

etanol — 80% vol

glicerina (também conhecido como glicerol) — 1,45% vol

peróxido de hidrogênio — 0,125% vol

Segunda fórmula

isopropanol (também conhecido como álcool isopropílico) — 75% vol

glicerina — 1,45% vol

peróxido de hidrogênio — 0,125% vol

Os pesquisadores expuseram o coronavírus a cada fórmula por 30 segundos. Ao testarem a eficácia do vírus em infectar células de culturas de laboratório, os cientistas descobriram que ele tinha sido inativado pelos dois compostos.

O grupo de pesquisadores foi liderado pela professora Stephanie Pfänder, da Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha. Sobre o tempo que se leva para inativar o vírus, ela explicou em um comunicado que "esse prazo foi escolhido com base nas recomendações para desinfetantes para mãos". Os resultados foram publicados no Emerging Infectious Diseases.

Eficácia de outras fórmulas

Imagem: Freepik
É preciso tomar cuidado com a fabricação caseira com ingredientes ativos. (Fonte: Freepik)

Os cientistas também testaram a eficácia do etanol e do isopropanol, ingredientes ativos das fórmulas recomendadas pela OMS, de forma isolada e em concentrações variadas. O resultado foi que ambos, em pelo menos 30% vol, são suficientes para inativar o vírus. A descoberta se torna ainda mais interessante quando se considera que o CDC norte-americano sugere que os produtos vendidos em farmácias contenham pelo menos 60% de álcool.

É importante ressaltar que a fabricação caseira de desinfetantes para as mãos pode não ter a quantidade de álcool necessária para a inativação do vírus ou conter ingredientes que descamam a pele, podendo causar irritação ou inflamação.

Produção das novas fórmulas

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 31,7 mil profissionais da saúde infectados pela covid-19, além de 114.301 sob suspeita da doença. Como muitos hospitais denunciam a falta de material adequado para a proteção das equipes envolvidas, a descoberta abordada se torna ainda mais importante para sinalizar às instituições que é possível fabricar os próprios produtos utilizando as fórmulas recomendadas pela OMS.

A pandemia do novo coronavírus aumentou a preocupação das pessoas com a higiene. Não é para menos: com mais de 23 mil mortes confirmadas no Brasil, a melhor forma de prevenção é seguir as orientações da OMS enquanto uma vacina não é desenvolvida. Entre as principais solicitações estão isolamento social, lavagem das mãos com água e sabão, uso de máscaras em ambientes públicos e constante higienização de objetos que venham de fora de casa.

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Fonte: Medical News Today.