Medicamentos vendidos em hospitais apresentam queda de preço

26 de dezembro de 2021 3 mins. de leitura
Melhora nos índices de internação da covid-19 desafogam os sistemas de saúde e cooperam para a estabilização de preços

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Dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pela empresa Bionexo, mostram que os preços de medicamentos vendidos para hospitais bateram recorde de queda no mês de outubro. O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) registrou a quinta queda consecutiva, maior sequência de recuo de preços desde o início da pandemia.

IPM-H registrou a quinta queda consecutiva, movimento acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
IPM-H registrou a quinta queda consecutiva, movimento acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

No período em que foram registradas as quedas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou um aumento de 1,25% e a variação média da taxa de câmbio subiu 4,93%. 

Isso demonstra que apesar do cenário adverso, os preços de medicamentos vendidos a hospitais estão se estabilizando após o avanço da vacinação, que melhorou os indicadores de contaminação, internação e de mortes. 

Medicamentos usados por hospitais em casos graves de covid-19, como Propofol (anestésico), Fentanila (analgésico) e Omeprazol (distúrbios gastrointestinais), também apresentaram queda.

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Preços pré-pandemia

Com a estabilização dos sistemas de saúde, os preços tendem a se acomodar e normalizar. Durante o pico das internações na pandemia a alta demanda pelos mais diversos medicamentos elevou preços, movimento potencializado pela menor oferta internacional. Os recordes de preços foram sentidos entre março e julho de 2020.

Apesar das últimas quedas, no acumulado de 2021 o IPM-H teve alta de 5,94%, puxado principalmente por medicamentos dos grupos de preparados hormonais (+15,51%), sangue e órgãos hematopoiéticos (+15,48%), imunoterapia, vacinas e antialérgicos (+14,14%), órgãos sensitivos (+11,22%), aparelho digestivo e metabolismo (+9,78%), e aparelho respiratório (+5,11%).

Caos criado nos sistemas de saúde do Brasil pela pandemia de covid-19 desestabilizou os preços dos medicamentos. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Caos criado nos sistemas de saúde do Brasil pela pandemia de covid-19 desestabilizou os preços dos medicamentos. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Quando considerado os últimos 12 meses, a alta já é de 6,7% influenciada pelos seguintes grupos de medicações: aparelho digestivo e metabolismo (+20,90%), imunoterapia, vacinas e antialérgicos (+15,20%), sangue e órgãos hematopoiéticos (+15,17%), preparados hormonais (+12,90%), órgãos sensitivos (+11,4,%), aparelho respiratório (+7,47%), aparelho geniturinário (+6,46%), agentes antineoplásicos (+5,29%) e sistema musculoesquelético (+5,02%), segundo os dados da Fipe e da Bionexo.

O IPM-H

O IPM-H é resultado de uma parceria da Fipe e da Bionexo cujo objetivo é tornar público as informações do mercado da saúde, especificamente dos preços praticados pelas distribuidoras de medicamentos para os hospitais. Os dados são retirados desde 2015 da plataforma da Bionexo, que movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano, cerca de 20% do mercado nacional da saúde.

O índice não reflete os preços para consumidores em farmácias e também não deve ser usado para analisar os preços de custos de hospitais e planos de saúde, que têm gastos com outros equipamentos e mão de obra.

Fonte: Bionexo, MedicinaSA, Correio do Povo.

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