Modelo de qualidade: SBCBM padroniza tratamento de obesidade - Summit Saúde

Modelo de qualidade: SBCBM padroniza tratamento de obesidade

1 de outubro de 2020 4 mins. de leitura

Programa foi implementado no Brasil em janeiro e chamou a atenção da comunidade médica internacional

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Em dezembro de 2019, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) lançou o Programa de Acreditação e Certificação de cirurgias. Ele entrou em vigor em janeiro e, em apenas três meses, já era seguido por mais de 300 médicos e 19 hospitais nacionais voltados a esse tipo de operação. Agora, ele deve ser expandido por toda a América Latina.

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O programa envolve uma série de ações para padronizar o tratamento da obesidade através da cirurgia bariátrica. Entre as ações está a certificação da qualidade das operações, a qualificação dos profissionais e dos hospitais para tal prática, bem como a padronização de condutas. Assim, a expectativa é diminuir os custos para as entidades de saúde, reduzir as possíveis complicações dos pacientes e reconhecer os profissionais mais preparados para o procedimento, inclusive melhorando sua visibilidade e rendimento.

As informações inseridas no programa brasileiro alimentam um banco de dados, com detalhes do pré e pós-operatório, dando uma visão mais ampla do cenário nacional. 

“Podemos mostrar mais uma vez que a cirurgia bariátrica e metabólica não só traz qualidade de vida para os pacientes e inúmeros benefícios para a sua saúde, mas também, e principalmente, diminui os custos dos sistemas de saúde (público e suplementares)”, explicou Luiz Vicente Berti, vice-presidente executivo da SBCBM, em comunicado.

Metade dos brasileiros está acima do peso, e 20% dos adultos são obesos. (Fonte: Pixabay)
Metade dos brasileiros está acima do peso, e 20% dos adultos são obesos. (Fonte: Pixabay)

Ampliação internacional

Os dados coletados pelo programa da SBCBM são fornecidos por médicos e hospitais. Cabe ao World Medical Accreditation (WMA) armazenar as informações e preservar a identidade dos pacientes, enviando apenas os dados necessários para pesquisas globais sobre o procedimento cirúrgico.

Mesmo tendo sido iniciado apenas no começo deste ano, o programa já está sendo visto pela comunidade científica internacional como bastante eficiente. A International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) planeja implementá-lo em todos os países latino-americanos que fazem parte do bloco.

O programa brasileiro é inspirado em um bastante semelhante que foi adotado nos Estados Unidos em 2012. Desde então, os dados têm servido para comprovar a eficácia e a segurança das cirurgias bariátricas. 

“Em nosso processo de certificação e acreditação, queríamos ver se os centros de cirurgia possuíam a estrutura, o processo e os resultados adequados”, explicou Jaime Ponce, ex-presidente da American Society for Metabolic and the Bariatric Surgery (ASMBS). Segundo ele, a seleção levou as clínicas a aprimorar seus sistemas, diminuindo os riscos e ampliando a qualidade.

A qualidade e a padronização dos procedimentos trazem mais segurança aos pacientes e reconhecimento aos profissionais. (Fonte: Unsplash)
A qualidade e a padronização dos procedimentos trazem mais segurança aos pacientes e reconhecimento aos profissionais. (Fonte: Unsplash)

Diferença entre acreditação e certificação

Na área médica, a certificação é dada aos médicos e profissionais que adotam os padrões de qualidades necessários para determinado procedimento. Já a acreditação é destinada às instituições de saúde, como clínicas e hospitais. Quem tiver interesse em buscar a certificação deve acessar o site da WMA e preencher um formulário.

“A acreditação e a certificação significam reconhecimento público para a excelência de hospitais, para o trabalho de cirurgiões e de suas equipes multidisciplinares, e ainda mais segurança para o paciente”, explicou Marcos Leão Vilas Bôas, presidente da SBCBM, durante a implementação do projeto, no começo do ano.

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Fontes: Saúde Business, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ministério da Saúde, Unsplash, Pixabay.

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