12 sintomas comuns de quem tem ansiedade - Summit Saúde

12 sintomas comuns de quem tem ansiedade

29 de março de 2022 7 mins. de leitura

A pandemia, com medidas restritivas, contribuiu para o aumento de casos de transtornos mentais comuns

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Mais de 76 milhões de casos de transtornos de ansiedade foram registrados em todo o mundo ao longo de 2020, de acordo com uma pesquisa publicada na The Lancet. A incidência da doença aumentou 28% com a pandemia, entretanto os transtornos mentais já eram as principais causas de demanda global nos serviços de saúde antes de 2020, aponta o estudo.

A ansiedade é a antecipação de uma preocupação futura, sendo uma reação normal ao estresse e podendo ser benéfica para o organismo. Contudo, os transtornos diferem dos sentimentos normais de nervosismo e envolvem medo excessivo, que podem afetar o desempenho profissional e as relações pessoais, evoluindo para quadros de depressão.

A emoção é normal, e todas as pessoas experimentam essa sensação em algum momento da vida. No entanto, quando um comportamento ansioso se torna persistente, provoca dificuldade de concentração e pensamentos negativos, afetando o bem-estar emocional, deve-se procurar ajuda.

Ansiedade e Medo

Quando a preocupação é sem fundamento e dura muito tempo, pode ser um sinal de transtorno de ansiedade. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

A ansiedade e o medo são duas emoções que, muitas vezes, caminham de mãos dadas, causando um turbilhão de sentimentos e sensações no ser humano. Ambas são reações naturais do nosso organismo diante de situações desafiadoras ou ameaçadoras, mas quando se tornam excessivas, podem se transformar em verdadeiros obstáculos.

A ansiedade, por si só, é uma resposta do corpo ao estresse. É como se um alarme interno fosse acionado, preparando-nos para enfrentar uma ameaça iminente. No entanto, quando esse alarme é disparado com frequência, mesmo em situações que não representam perigo real, estamos diante de um transtorno de ansiedade.

Já o medo é uma emoção que surge diante de uma ameaça real e imediata. Ele nos alerta sobre perigos concretos e, muitas vezes, é uma resposta adaptativa que nos ajuda a sobreviver. No entanto, quando o medo se torna irracional e desproporcional em relação à situação, pode se transformar em fobia.

O que causa ansiedade?

A ansiedade pode ser causada por uma combinação de fatores, envolvendo aspectos biológicos, psicológicos e ambientais. Existem evidências de que a predisposição genética pode influenciar no desenvolvimento de transtornos de ansiedade. As pessoas com histórico familiar de ansiedade têm maior probabilidade de desenvolver a condição.

Os eventos traumáticos, como abuso, violência, acidentes ou experiências de vida estressantes, podem desencadear a ansiedade. Os traumas passados podem deixar marcas emocionais e aumentar a sensibilidade a situações de estresse. O consumo excessivo de substâncias como álcool, drogas ilícitas, cafeína ou tabaco pode desencadear ou agravar os sintomas, inclusive intestinais.

Certas características de personalidade, como perfeccionismo, tendência a preocupar-se excessivamente, baixa autoestima ou autocrítica intensa, podem aumentar a propensão à ansiedade. A exposição prolongada a situações de estresse, como pressões no trabalho, problemas financeiros ou relacionamentos conturbados, pode levar ao desenvolvimento da ansiedade.

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Quais são os principais sintomas de ansiedade?

Os sintomas digestivos podem estar relacionados à ansiedade. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

A ansiedade pode se manifestar de diferentes maneiras em cada indivíduo. Algumas pessoas podem experimentar ataques de pânico, pensamentos obsessivos ou compulsões. A apresentação de um ou mais comportamentos ansiosos não significa, necessariamente, um diagnóstico de transtorno. Isso deve ser avaliado por um profissional de saúde mental.

Confira quais são os principais sintomas de ansiedade.

1. Preocupação excessiva

As preocupações ocasionais são normais, mas quem tem transtorno de ansiedade generalizada (TAG) se preocupa de uma forma mais intensa, mesmo quando não há uma razão clara para isso. A preocupação é difícil de controlar, afetando o cotidiano dos pacientes.

2. Insônia

A ansiedade pode causar distúrbios de sono ou pode ser o resultado dos problemas para dormir. A insônia para o paciente ansioso vai muito além de uma noite perdida, e a situação pode persistir por vários dias.

3. Medo irracional

Quando o medo está relacionado a uma situação ou coisa específica, pode ser normal. Entretanto, quando o sentimento se torna esmagador, perturbador e desproporcional ao risco real envolvido, é um sinal revelador de fobia, um tipo de transtorno de ansiedade que pode ser incapacitante.

4. Tensão muscular

A tensão muscular quase constante geralmente acompanha os transtornos de ansiedade. Esse sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas que convivem com ele há muito tempo podem parar de notá-lo.

5. Problemas digestivos

Às vezes, a ansiedade pode causar problemas digestivos, como náusea, diarreia, indigestão ou até falta de apetite. Pode haver uma conexão entre o transtorno e o desenvolvimento da síndrome do intestino irritável após uma infecção intestinal.

6. Medo de eventos sociais

Pessoas com ansiedade social tendem a se preocupar por dias ou semanas antes de um determinado evento ou de uma situação. Isso pode persistir inclusive depois do ocorrido, quando os ansiosos podem ficar pensando no que aconteceu durante um tempo longo, imaginando como foram julgados.

7. Sensação de constrangimento

Geralmente, a ansiedade é provocada por situações cotidianas, como conversar pessoalmente em uma festa ou comer e beber na frente de um pequeno número de pessoas. Nessas situações, as pessoas com transtorno de ansiedade social tendem a se sentir constrangidas, como se todos estivessem olhando para elas.

8. Crises de pânico

Os ataques de pânico envolvem uma sensação repentina de medo e desamparo que pode durar vários minutos e vêm acompanhados de sintomas físicos, como problemas respiratórios, aceleração cardíaca, formigamento ou dormência nas mãos, sudorese, fraqueza, tontura, dor de estômago e sensação de muito calor ou frio.

9. Flashbacks

Algumas pessoas têm experiências que podem não parecer obviamente traumáticas, como serem ridicularizadas publicamente. Esses indivíduos podem evitar lembranças da experiência e sofrer com flashbacks.

10. Perfeccionismo

A obsessão pela perfeição está relacionada à ansiedade. Quem está constantemente se julgando ou tem muita ansiedade antecipatória de cometer erros ou ficar aquém de seus padrões provavelmente tem um transtorno.

11. Comportamento compulsivo

O paciente também pode buscar movimentos repetitivos compulsivamente como uma forma de tentar escapar da ansiedade. O pensamento obsessivo e a compulsão se tornam um distúrbio quando a necessidade de realizar “rituais”, mentais ou físicos, começa a conduzir a vida da pessoa.

12. Ataques de dúvida

Uma característica comum dos transtornos de ansiedade é a aversão à incerteza que pode virar uma obsessão. Nesse caso, o ansioso é acometido com ataques de dúvidas sobre a própria identidade, os relacionamentos pessoais ou a capacidade profissional.

Como controlar a ansiedade?

Controlar a ansiedade é um desafio, mas existem várias estratégias que podem ajudar. Procure identificar as situações ou pensamentos que desencadeiam a sua ansiedade. Ao conhecer seus gatilhos, cultive pensamentos positivos e evite se criticar ou se julgar excessivamente, durante uma respiração profunda para acalmar o sistema nervoso.

Quando estiver enfrentando um desafio ou problema, tente abordá-lo de forma estruturada. Identifique o problema, liste possíveis soluções, avalie as opções e tome uma decisão. Focar na resolução pode ajudar a reduzir a ansiedade. Defina metas realistas e celebre suas conquistas, mesmo que sejam pequenas.

Os sintomas diminuem com a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e uma rotina diária com tempo para o autocuidado, como diferentes técnicas de relaxamento, como meditação, ioga, exercícios de alongamento ou relaxamento muscular progressivo. Considere também procurar a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo.

Fontes: Massachusetts Institute of Technology (MIT), Zenklub, Vittude, Telemedicina Morsch, Marcelo Parazzi, Zenklub.

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