Atenção primária pode facilitar acesso aos planos de saúde

25 de abril de 2021 4 mins. de leitura
Prática ajuda a evitar sobrecargas no sistema de saúde do Brasil

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A Atenção Primária à Saúde (APS) pode ser uma tática para evitar as sobrecargas em hospitais. Em entrevista publicada no site do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o superintendente do IESS, José Cechin, apresentou que isso acontece porque a APS pode resolver cerca de 80% a 95% dos casos ligados à saúde. 

Dessa forma, além de evitar tratamentos desnecessários, torna o processo mais eficiente e adequa os custos aos tratamentos. 

Uma boa atenção primária pode evitar tratamentos e exames desnecessários. (Fonte: Shutterstock/metamorworks/Reprodução)
Uma boa atenção primária pode evitar tratamentos e exames desnecessários. (Fonte: Shutterstock/metamorworks/Reprodução)

O que é a atenção primária?

Em um artigo científico publicado no site da IESS, a autora Eulalia Martins Fraga apresenta que o papel da APS é gerar um processo de atenção contínua à saúde, que segue uma ideia de prevenção, promoção, cura e reabilitação.

Para atingir essa ideia de continuidade no tratamento, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresenta alguns pilares importantes para definir as atividades esperadas da atenção primária, que são:

  • acolhimento;
  • acompanhamento do paciente;
  • coordenação e integralidade do cuidado; 
  • reconhecimento da heterogeneidade das demandas;
  • centralidade na família;
  • orientação comunitária.

Todos os pontos acima são apresentados em estudos teóricos sobre a prática. Então, entende-se que a relação entre o médico, os pacientes e os dados médicos das pessoas acabam sendo um ponto forte da APS, os quais podem facilitar na hora de atender.

Relação com a saúde suplementar

Um relatório do Centro de Estudos e Planejamento em Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGVsaúde), realizado a pedido do IESS, apresentou que uma maior atenção na APS poderia tornar mais acessíveis os valores dos planos de saúde. 

O documento apresentou que, seguindo a ideia de prevenção proposta pela atenção primária, a prática poderia promover uma redução dos desperdícios associados à realização de exames e tratamentos de saúde desnecessários. Assim, diminuiria os custos da saúde suplementar

O pesquisador Alberto Ogata, da FGVsaúde, acredita que a APS traria uma melhor organização da saúde brasileira. Por consequência, existiria atendimento mais longitudinal, racionalização dos cuidados, maior adesão aos tratamentos e, por fim, melhores resultados clínicos. 

Assim, acredita-se que, se os planos e seguros de saúde adotassem a prática, a melhor filtragem das situações poderia evitar uma ida aos hospitais e postos de saúde na atual situação sanitária brasileira.

As consultas de telemedicina têm sido apresentadas como possíveis práticas para o futuro. (Fonte: Shutterstock/Studio Romantic/Reprodução)
As consultas de telemedicina têm sido apresentadas como possíveis práticas para o futuro. (Fonte: Shutterstock/Studio Romantic/Reprodução)

Tecnologia e atenção primária

A situação atual de pandemia do novo coronavírus, que gerou a necessidade de fazer isolamento social e de ter cuidados na hora de sair de casa, deixou em evidência as possibilidades digitais da medicina. Entre elas, estão as consultas médicas por meio de chamadas de vídeo, que estão funcionando sob um regime de exceção.

O relatório apresentado pela FGVsaúde também mostra que o uso dos atendimentos online pode ajudar a reduzir a sobrecarga no sistema de saúde. Alinhando com o entendimento da pesquisa, os recursos de telessaúde, como as consultas de telemedicina, tornam-se grandes aliados na aplicação da atenção primária

Dessa forma, as ações digitais seriam práticas que, caso continuem na sociedade após a pandemia de covid-19, poderiam auxiliar na intensificação da atenção primária, porém, segundo o relatório, ainda não devem ser confundidas com a APS em si.

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Fonte: Medicina S/A, ANS, IESS.

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