Desvendando a pílula do dia seguinte: funcionamento e indicações - Summit Saúde

Desvendando a pílula do dia seguinte: funcionamento e indicações

3 de julho de 2023 3 mins. de leitura

Entenda como esse método contraceptivo de emergência age no organismo e em quais situações é indicado

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A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que tem gerado muitas dúvidas e discussões. Neste artigo, você entenderá o que é a pílula do dia seguinte, como ela funciona, quando a tomar e quais são as contraindicações e os efeitos colaterais.

O que é a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é um medicamento utilizado em casos de emergência para evitar a gravidez após a relação sexual desprotegida, falhas no método contraceptivo regular ou violência sexual.

Ela não deve ser usada como método regular de contracepção, pois apresenta menor eficácia e maior risco de efeitos colaterais.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

Vale ressaltar que a pílula não é um método abortivo, ou seja, não interrompe uma gravidez já estabelecida. (Fonte: GettyImages/Reprodução).
A pílula do dia seguinte não é um método abortivo, ou seja, não interrompe uma gravidez já estabelecida. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

A pílula do dia seguinte age principalmente de três maneiras: impedindo ou retardando a ovulação, dificultando a fecundação do óvulo pelo espermatozoide e alterando o revestimento do útero para evitar a implantação do óvulo fecundado.

Quando tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula deve ser tomada o mais cedo possível após a relação sexual desprotegida, preferencialmente dentro de 72 horas (3 dias) após o evento. A eficácia do medicamento diminui conforme o tempo passa, por isso é essencial administrá-lo rapidamente.

Em algumas situações, como no caso de falha no uso de preservativo ou no esquecimento da pílula anticoncepcional regular, a pílula do dia seguinte pode ser uma opção para prevenir a gravidez indesejada.

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Contraindicações da pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte não é recomendada para mulheres grávidas, com histórico de trombose, alergia aos componentes do medicamento, doença hepática grave ou que estejam amamentando.

Diante de alguma dessas condições, é fundamental consultar um médico para discutir outras alternativas contraceptivas.

Importância de métodos contraceptivos regulares

É importante lembrar que a pílula não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). (Fonte: GettyImages/Reprodução).
A pílula não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). (Fonte: Getty Images/Reprodução)

Embora a pílula do dia seguinte seja uma opção em situações de emergência, é fundamental enfatizar a importância de utilizar métodos contraceptivos regulares e consistentes, como preservativos, pílulas anticoncepcionais, DIU, entre outros.

Esses métodos não só previnem a gravidez indesejada de forma mais eficaz, mas também reduzem o risco de efeitos colaterais — e, no caso dos preservativos, protegem contra ISTs.

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, dor de cabeça, tontura e alterações no ciclo menstrual. Esses efeitos são temporários e tendem a desaparecer em poucos dias. Caso persistam ou se agravem, recomenda-se buscar orientação médica.

A pílula do dia seguinte é um recurso importante para prevenir a gravidez indesejada em situações de emergência. Entretanto, é crucial lembrar que ela não deve ser utilizada como método contraceptivo regular e que a orientação médica é indispensável para seu uso adequado.

Em caso de dúvidas ou preocupações, consulte um profissional de saúde.

Fonte: Drauzio Varella, Unimed

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