O que é doença de Lyme em humanos? - Summit Saúde

O que é doença de Lyme em humanos?

14 de setembro de 2022 4 mins. de leitura

Condição é transmitida por carrapatos de várias espécies, causando lesões na pele e dor nas articulações; mas há tratamento para doença de Lyme

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Desde que o cantor Justin Bieber anunciou que foi diagnosticado com a doença de Lyme, muito tem-se falado sobre o problema de saúde na mídia e nas redes sociais. Inclusive, depois do anúncio do astro, a cantora Avril Lavigne relembrou que sofreu da mesma condição.

Mas, afinal, o que é doença de Lyme? Ela é considerada uma enfermidade infecciosa transmitida por carrapatos de várias espécies, que podem causar lesões na pele, nos sistemas nervosos central e periférico e no coração, além de dores nas articulações (veja mais sintomas a seguir).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), no Brasil, há diagnósticos da doença desde 1992. No País, essa variante é chamada de doença de Lyme símile brasileira ou síndrome de Baggio-Yoshinari.

Doença pode deixar mancha avermelhada na pele, principalmente no local da picada
Doença pode deixar mancha avermelhada na pele, principalmente no local da picada. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Quais são os sintomas da doença de Lyme?

Os sinais da infecção são divididos em alguns estágios. O primeiro deles, período agudo da doença, inclui sintomas parecidos com os da gripe e pode durar várias semanas. Veja:

  • mancha avermelhada na pele (no local da picada);
  • cefaleia (dor de cabeça);
  • febre;
  • fadiga;
  • dor muscular e nas articulações.

Quando a doença não é diagnosticada e o paciente não faz o tratamento, a doença pode evoluir para uma fase mais avançada — realidade de 15% dos casos, segundo Ministério da Saúde. Os sintomas desse segundo estágio são:

  • neurológicos meningite, perda de reflexo, parestesia (formigamento e dormência), paralisia facial, mudanças comportamentais, entre outros.
  • cardíacos — arritmia, miocardite, angina (dor no peito), vasculite (inflamação da parede dos vasos sanguíneos), etc.

A terceira fase da doença ocorre caso a pessoa não receba o tratamento adequado depois de dois anos, por exemplo, evoluindo assim para um quadro crônico. O sintoma mais comum é a artrite, uma inflamação das articulações que causa dor intensa pelo corpo.

Prevenção da doença de Lyme envolve uso de repelente em áreas de carrapato
Prevenção da doença de Lyme envolve uso de repelente em áreas com carrapato. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Tratamento rápido evita sequelas graves da doença

Uma das dificuldades da doença de Lyme é o diagnóstico, já que não é uma condição tão conhecida pelas pessoas, inclusive pela comunidade médica.

Resumidamente, a detecção da doença se baseia no histórico clínico do paciente (sintomas e possíveis exposições a carrapatos), além de testes laboratoriais. Quanto antes diagnosticado, melhor o paciente vai se recuperar, uma vez que a doença tem cura.

O tratamento da infecção é realizado com antibiótico oral ou endovenoso, dependendo do estágio da doença. Em adultos, a dose costuma ser de quatro vezes ao dia, que pode durar de 15 dias até 1 mês (se as lesões forem disseminadas, por exemplo). Em crianças com menos de nove anos, o medicamento é fracionado em três doses diárias, por três semanas, em média.

Já em pacientes que tiveram múltiplos contatos com carrapatos ou longo tempo de exposição, a doença pode deixar sequelas irreversíveis. Nesse caso, as pessoas também têm de fazer uso de antibióticos constantes para evitar episódios de recorrência.

Há como evitar o problema?

Sim. A melhor forma de prevenção da doença de Lyme é evitar locais com carrapatos. Mas, caso isso não seja possível, são indicadas as seguintes medidas:

  • utilizar blusa de manga comprida e calça;
  • aplicar repelente;
  • verificar se há presença de carrapatos pelo corpo;
  • se surgir algum sintoma, procurar serviços de saúde.

Quer saber mais? Assista aqui à opinião de nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia, Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

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