Vacina contra a covid-19: quanto tempo dura a imunização?

7 de maio de 2021 3 mins. de leitura
Proteção de até 6 meses é garantida por duas fabricantes

Com a disseminação do novo coronavírus por todo o território global, laboratórios e órgãos de saúde se mobilizaram para desenvolver vacinas que pudessem conter a doença. Depois de quase 400 milhões de pessoas imunizadas, resta saber quanto tempo a proteção oferecida dura.

O movimento de vacinação foi iniciado no Reino Unido, em 8 de dezembro de 2020, com a aplicação do imunizante Pfizer/BioNTech. No Brasil, já passa de três meses o período dessa proteção contra a doença, que começou em 17 de janeiro de 2021. Por aqui, os imunizantes aplicados até agora foram a Coronavac (da farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan) e a AstraZeneca (fabricada pela Universidade de Oxford). 

Duas doses da Pfizer garantem 6 meses de imunização

Pfizer tem eficácia de até seis meses comprovada. (Fonte: Pixabay)
Pfizer tem eficácia de até seis meses comprovada. (Fonte: Pixabay)

Como a vacina da Pfizer foi a primeira a ser aplicada, e o seu ensaio clínico já está na fase 3, as análises feitas até agora puderam confirmar a eficácia de até seis meses após a aplicação da segunda dose. É o que consta em um relatório divulgado pela empresa no dia 31 de março. Antes disso, a estimativa máxima prevista era de 90 dias.

A taxa de efetividade ao longo desse tempo é de 91,3% contra sintomas da covid-19. Ela também é eficaz contra as variantes africana e britânica da doença. As duas cepas brasileiras não foram incluídas na pesquisa. 

Para essa conclusão, foram analisados 927 casos positivos e sintomáticos. Destes, 850 estavam no grupo que recebeu placebo e outros 77 tinham a variante BNT162b2 (sul-africana).

Vacina da Moderna tem melhor eficácia

Eficácia da vacina mRNA chega a 94%. (fonte: Unsplash)
Eficácia da vacina mRNA chega a 94%. (fonte: Unsplash)

Já no dia 6 de abril, a mRNA 1273, fabricada pela Moderna, teve a sua eficiência comprovada de 94% de prevenção após seis meses da segunda aplicação. A notícia foi divulgada em um estudo publicado no periódico científico The New England Journal of Medicine

A comprovação foi feita a partir do acompanhamento de 33 voluntários depois de 180 dias do recebimento da segunda aplicação. Esse imunizante, bem como o da Pfizer, é feito com RNA mensageiro, capaz de neutralizar mutações do vírus — essa tecnologia era, até então, inédita no mercado.

Vacinação em massa e acelerada é essencial 

Mesmo sem um período de proteção comprovado, vacinar toda a população é uma estratégia para conter tanto a propagação como o surgimento de novas linhagens do vírus resistentes às vacinas que já existem. 

Por enquanto, apenas 13,68% dos brasileiros foram vacinados, e somente 6% da população recebeu a segunda dose, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa de transparência aos números da covid-19.

Como a vacinação avança em passos lentos, é preciso manter as medidas sanitárias já conhecidas: uso constante de máscara e álcool em gel em situações de possível contaminação e restrição total de aglomerações.

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Fonte: Our World in Data, Pfizer, The New England Journal of Medicine.

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