Depressão, ansiedade e burnout: diferenças e tratamentos

26 de setembro de 2021 4 mins. de leitura
Sinais de depressão e ansiedade dobraram em jovens na pandemia, segundo dados pré e pós período de isolamento

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Após mais de quatro milhões de mortes pela covid-19, é inegável dizer que se intensificaram as doenças mentais ao redor do mundo. O Brasil, especialmente, merece atenção. Em 2017, ocupávamos a 22ª posição no Ranking Mundial de Felicidade. Em 2020, caímos para a 41ª posição, menor média desde 2005. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o País é o segundo colocado em casos de depressão nas Américas, com quase 6% da população sofrendo com a doença.

O que é a síndrome de burnout e a ansiedade? 

Apesar de terem sintomas semelhantes, síndrome de burnout e a ansiedade são tratadas e classificadas de maneira distinta pela OMS. A síndrome de burnout, segundo a Organização, não é uma condição médica, mas um fenômeno ligado ao trabalho. 

Ela ocorre quando o indivíduo está sob estresse crônico e que tem origem no ambiente laboral. Seus sintomas são cansaço excessivo — físico e/ou mental — dor de cabeça frequente, alteração no apetite, insônia, negatividade e dificuldade de concentração. 

Como é uma condição com causa conhecida, com a ajuda da psicoterapia e a melhora na condição de trabalho, é possível resolver o quadro de exaustão.

Os sintomas do burnout são muito parecidos com depressão ou ansiedade, por isso, o diagnóstico correto é fundamental. (Fonte: Arte Criativa/Freepik/Reprodução)
Os sintomas do burnout são muito parecidos com depressão ou ansiedade, por isso, o diagnóstico correto é fundamental. (Fonte: Arte Criativa/Freepik/Reprodução)

No caso da ansiedade e estresse, as condições acabam sendo utilizadas como sinônimos quando não são. O estresse é uma resposta momentânea a um fator estressor existente. 

Já a ansiedade é uma experiência contínua desse sentimento, que passa a ser desproporcional ao estressor e pode continuar manifestando-se mesmo depois que o motivo cessa. Assim, esses sintomas podem ser início de alguma doença, como a depressão, ou uma reação pontual a condições externas, positivas ou negativas.

O que é a depressão?

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica relativamente comum, que causa extrema tristeza que persiste e impede a realização até de tarefas mais simples. Ela pode ser dividida em leve, moderada ou grave e pode surgir em qualquer idade. Essa doença pode ser causada por uma situação perturbadora na vida ou o excesso de estresse, mas também pode ser provocada pelo uso de alguns remédios. 

É importante dizer que ela não deve ser confundida com luto ou tristeza. As duas situações são válidas e têm seus sintomas e períodos específicos. Já a depressão afeta a maneira como a pessoa se sente, pensa e lida com situações diárias, como comer, dormir, tomar banho e trabalhar. Os especialistas indicam que sintomas desse tipo que permanecem por duas semanas precisam ser avaliados por um médico. 

No tratamento, os médicos podem recomendar o uso de antidepressivo, psicoterapia e até terapias alternativas, como acupuntura, meditação e prática de exercícios físicos. (Fonte: Freepik/Reprodução)
No tratamento, os médicos podem recomendar o uso de antidepressivo, psicoterapia e até terapias alternativas, como acupuntura, meditação e prática de exercícios físicos. (Fonte: Freepik/Reprodução)

Vale ressaltar que a doença não necessariamente está relacionada a conquistas pessoais ou materiais. Há pessoas com uma vida estável, que não sofrem privação de nada, e mesmo assim estão deprimidas.  

Os adolescentes, em especial, também podem sofrer com a doença. Com uma fase de vida conturbada, há problemas específicos, como baixa autoestima, conflitos familiares, fracasso escolar e pouca maturidade emocional. 

Tudo isso leva a um estresse extremo, colocando os adolescentes como grupo de risco para o suicídio. Por isso, os pais precisam ficar atentos aos comportamentos e sempre estimular a conversa. 

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Fonte: Vita Chekup, Istoe Dinheiro, Vittude, Tua Saúde, Met life.

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