Microbiota intestinal: sinais de disbiose merecem atenção

14 de novembro de 2021 4 mins. de leitura
População de microrganismos localiza-se no trato gastrointestinal

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A microbiota intestinal é composta de uma colônia de microrganismos que fica localizada na região do trato gastrointestinal do corpo humano. São trilhões de bactérias, fungos e vírus que servem para manter o bom funcionamento do sistema digestivo. 

Elas trabalham para cuidar da integridade da mucosa na região e metabolizar nutrientes, minerais e fitoquímicos no intestino. A população de microrganismos está envolvida na produção de vitaminas, enzimas, componentes responsáveis pela renovação celular e, também, 90% da serotonina do corpo.

Além disso, serve para a proteção do corpo humano, por meio do fortalecimento do sistema imunológico e do impedimento da proliferação de bactérias patogênicas, que são consideradas perigosas para o organismo. 

Ilustração 3D do intestino, em que as figuras verdes e azuis representam os micro-organismos da microbiota. (Fonte: Alpha Tauri 3D Graphics/Shutterstock/Reprodução)
Ilustração 3D do intestino, em que as figuras verdes e azuis representam os micro-organismos da microbiota. (Fonte: Alpha Tauri 3D Graphics/Shutterstock/Reprodução)

O que é disbiose intestinal?

A disbiose é uma condição clínica que acontece quando a microbiota intestinal está sofrendo algum desequilíbrio de bactérias. Isto é, quando o número de bactérias patogênicas, que fazem mal para o organismo, é superior ao número de “bactérias do bem”. 

Por não ser uma doença, necessita de cuidado constante. Caso a pessoa não mantenha a microbiota do intestino bem cuidada e nutrida, os sintomas tendem a voltar. 

Além disso, ela pode gerar consequências leves e graves para o trato gastrointestinal, podendo afetar a absorção de nutrientes, a digestão, o sistema imunológico e a qualidade de vida.

Causas da disbiose

O desequilíbrio pode acontecer por diferentes razões. A má alimentação diária é o principal fator, sendo a causa do problema em 57% dos casos. 

Na alimentação, está associada à grande ingestão de proteína e gorduras, mas também ao consumo exagerado de alimentos industrializados, com altos índices de carboidratos refinados, açúcar simples e gorduras saturadas. Essa alteração também pode ter relação com uma dieta fraca em fibras ou um consumo de alimentos com grande concentração de agrotóxicos.

A disbiose também pode ser uma consequência de um grande uso de medicamentos, como, por exemplo, os antibióticos e os remédios para diminuição da acidez estomacal. Além disso, o estresse e a poluição também são fatores que promovem o desequilíbrio na microbiota do intestino. 

Os fatores genéticos do indivíduo são outra razão para a condição clínica. Entretanto, estima-se que isso aconteça em apenas 12% dos casos. 

Problemas na região abdominal são o principal sintoma de uma disbiose intestinal. (Fonte: PopTika/Shutterstock/Reprodução)
Problemas na região abdominal são o principal sintoma de uma disbiose intestinal. (Fonte: PopTika/Shutterstock/Reprodução)

Sinais de uma disbiose

O desequilíbrio na microbiota intestinal pode gerar sintomas intestinais passageiros, como prisão de ventre, náuseas, gases, dores abdominais, azia, vômitos, distensão abdominal e diarreia.

Caso não seja tratada, a longo prazo, é capaz de provocar consequências mais pesadas para a qualidade de vida da pessoa, aumentando as chances do indivíduo desenvolver intolerância à lactose, doença celíaca ou síndrome do intestino irritável. 

Fora os sinais que aparecem no trato gastrointestinal, a condição clínica também pode causar distúrbios de humor, cansaço, dores de cabeça, quedas de cabelo e unhas quebradiças, além de deixar a pessoa mais suscetível ao desenvolvimento de alergias, doenças autoimunes e candidíase de repetição. 

Como cuidar da microbiota do intestino

A alimentação saudável é a forma mais efetiva de proteger o intestino. Existem algumas comidas mais indicadas que afetam positivamente a população de micro-organismos

Recomenda-se a ingestão de alimentos com probióticos, como leite fermentado, kefir e iogurte. Além disso, também é importante manter uma hidratação adequada e uma dieta rica em frutas, vegetais, legumes, fibras e grãos integrais.  

Fonte: Tua Sáude, Nutricionista Shemeli Konrad, Veja Saúde, Laranja na Colher – UFRGS. 

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