Síndrome respiratória do sono: qual é o melhor tratamento?

6 de maio de 2022 4 mins. de leitura
O aparelho Continuous Positive Airway Pressure (CPAP) é o tratamento mais convencional

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As síndromes respiratórias do sono são um incômodo para pacientes que sofrem de episódios de obstrução total ou parcial da respiração durante o momento de descanso.

Dentre as síndromes, as mais frequentes são a apneia do sono e a hipoventilação. Apesar da frequente queixa de pacientes que desenvolvem dificuldades sérias para dormir uma noite inteira, é possível tratar os distúrbios do sono e ter muito mais qualidade de vida.

Qual é a melhor abordagem terapêutica para as síndromes do sono?

Tradicionalmente, uma síndrome respiratória do sono é tratada com o Continuous Positive Airway Pressure (CPAP), sendo essa a abordagem terapêutica mais bem aceita por pacientes e mais eficiente, segundo médicos e cientistas.

O tratamento é realizado por meio de uma máscara nasal ou facial, que deve ser usada pelo paciente todas as noites ao dormir.

A máscara do tratamento CPAP é responsável por levar fluxo de ar para o nariz, gerando pressão para manter a via respiratória oral durante a noite. (Fonte: rawpixel.com/Reprodução)
O CPAP é responsável por levar fluxo de ar para o nariz, mantendo a via respiratória oral desobstruída durante o sono. (Fonte: rawpixel.com/Reprodução)

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O que é e como funciona o aparelho CPAP?

O aparelho CPAP é um tratamento não invasivo e simples, composto de um tubo flexível e uma máscara que cobre o nariz ou o nariz e a boca.

Ele tem um mecanismo que aspira o ar do ambiente, filtrando-o e o enviando para o paciente através do tubo flexível até chegar à máscara. Assim, o ar chega às vias aéreas de forma contínua, impedindo a obstrução respiratória e evitando a ocorrência de apneias, hipoventilação e roncos.

Como é o processo de adaptação ao CPAP?

Pessoas com síndrome respiratória do sono grave geralmente se adaptam bem ao usar o aparelho com maior frequência, uma vez que percebem as mudanças profundas que ocorrem em sua qualidade de vida.

Recomenda-se o uso da máscara por cerca de 6 horas noturnas de 6 a 7 dias por semana. Os benefícios são ampliados caso o paciente use todas as noites para dormir.

Além disso, é importante:

  • ajustar a máscara ao rosto;
  • tratar possíveis infecções dos seios da face, como sinusites;
  • observar dificuldades em expirar a fim de reavaliar a pressão do aparelho;
  • evitar o ressecamento das vias aéreas para poder inspirar melhor o ar;
  • seguir acompanhamento médico para identificar e corrigir fatores mecânicos.

O tratamento com aparelho CPAP pode apresentar complicações?

No geral, pacientes não apresentam complicações ao usar CPAP, principalmente se seguirem recomendação médica. Porém, alguns relatos apontam:

  • desconfortos no tórax;
  • dor nos seios da face;
  • ressecamento nasal;
  • pneumotórax;
  • maior congestão nasal em pacientes com histórico de rinite alérgica.

Além disso, alguns relatam que o ruído do CPAP atrapalha o sono.

Os roncos costumam incomodar os cônjuges e pacientes que usam o aparelho CPAP também relatam a intolerância de seus parceiros com o ruído da máscara. (Fonte: gpointstudio/Reprodução)
Os roncos costumam incomodar cônjuges, mas os próprios pacientes que usam o aparelho CPAP também relatam a intolerância de seus parceiros com a máscara. (Fonte: gpointstudio/Reprodução)

Quais são os resultados esperados do tratamento com aparelho CPAP?

O objetivo principal do tratamento com CPAP é oferecer qualidade de sono para pacientes, porém os resultados vão além e acabam contribuindo também para:

  • garantir uma boa oxigenação aos tecidos e órgãos;
  • normalizar a produção de catecolaminas — hormônios responsáveis por proteger o organismo, como a dopamina, a epinefrina (adrenalina) e a norepinefrina.

Portanto, o aparelho também colabora para diminuir uma série de doenças comuns a pacientes com síndrome respiratória do sono, como a hipertensão arterial sistêmica.

Quer saber mais? Confira a opinião e a explicação dos nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: Revista de Medicina da Universidade de São Paulo.

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