Vacinas: quais opções são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde? - Summit Saúde

Vacinas: quais opções são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde?

1 de março de 2022 5 mins. de leitura

Brasil é reconhecido pelas suas campanhas de imunização, confira quais vacinas estão disponíveis gratuitamente

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A chegada do imunizante contra a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) foi a melhor notícia desde o início da pandemia, mas, antes de a vacina ser disponibilizada em grande escala, a saúde pública brasileira já era reconhecida mundialmente por conta da eficácia do seu esquema vacinal. 

Saiba mais informações sobre as vacinas disponibilizadas pelo SUS e descubra como deixar o seu cartão de vacinação em dia.

Conheça as vacinas infantis

A vacina contra a poliomielite é um dos símbolos da vacinação infantil no País. (Fonte: Breno Esaki/Agência Brasília/reprodução)
A vacina contra a poliomielite é um dos símbolos da vacinação infantil no País. (Fonte: Breno Esaki/Agência Brasília/reprodução)

Bacilo de Calmette & Guérin (BCG)

A BCG é a primeira vacina que o bebê recebe, logo ao nascer. Aos dois meses, é aplicada a segunda dose do esquema. O reforço só ocorre entre os seis e os dez anos. Ela protege contra a tuberculose e causa a marca no braço direito por conta da reação à bactéria atenuada.

Vacina da poliomielite (VIP/VOP)

Também aos dois meses é hora da “gotinha”, que dá nome à mascote brasileira Zé Gotinha. A vacina contra a poliomielite é aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade. No Brasil, existe ainda uma dose no décimo quinto mês de vida e reforços nas campanhas anuais — até que a criança complete cinco anos de idade.

Vacina pentavalente acelular

Ainda no segundo mês, a criança toma a primeira dose de uma vacina que a protege contra várias doenças: difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B. As doses devem ser aplicadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.

Vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10)

A pneumocócica é importante no combate a pneumonias, mas também meningites, otites e sinusites. Deve ser aplicada aos dois e aos quatro meses. Ao completar um ano, a criança recebe um reforço.

Vacina oral atenuada pentavalente (VRH5)

A diarreia também é um quadro que já levou muitas crianças a desnutrição e até a óbito. Por isso, a prevenção ao rotavírus continua sendo fundamental. A aplicação da vacina é feita aos dois e aos quatro meses; a depender do tipo de imunizante, isso pode variar entre os dois e os sete meses.

Vacina adsorvida meningocócica C (conjugada)

Essa vacina protege contra outra classe de meningite: o tipo C. A indicação é de duas doses aos três e aos cinco meses de idade, bem como um reforço aos 12 anos.

Vacina contra febre amarela

Outra causa comum de morte no passado, a febre amarela, começa sua prevenção ainda na infância. O bebê deve receber uma dose aos nove meses, o reforço só será aplicado aos quatro anos de idade e, então, de dez em dez anos.

Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP)

Difteria, tétano e coqueluche são evitados pela DTP, cuja aplicação ocorre aos 15 meses e depois aos quatro anos de idade. Essas doenças já recebem prevenção por outros imunizantes, mas são esquematizadas novamente por meio dessa vacina.

Vacina Tríplice Viral (SCR)

A SCR previne sarampo, caxumba e rubéola, sendo conhecida como VTV: vacina tríplice viral. A primeira dose é administrada aos 12 meses e deve ser contemplada pela SCRV aos 15 meses. Esta, por sua vez, protege também da varicela e serve como primeira dose para essa doença.

Vacina contra hepatite A (HepA)

Também aos 15 meses é hora de tomar vacina contra a hepatite A, também conhecida como hepatite infecciosa.

Vacina contra catapora (varicela)

Aos quatro anos de idade, a criança deve tomar uma dose contra a varicela, sendo complementada com a dose inoculada pela SCRV.

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Vacinas em adultos

A vacina contra o vírus influenza faz parte do calendário de imunização dos adultos e é especialmente importante entre os idosos. (Fonte: Nelson Antoine/Shutterstock/reprodução)
A vacina contra o vírus influenza faz parte do calendário de imunização dos adultos e é especialmente importante entre os idosos. (Fonte: Nelson Antoine/Shutterstock/reprodução)

Vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT)

A partir dos sete anos de idade, todos devem tomar doses de reforço para difteria e tétano a cada dez anos. Isso perdura ao longo da vida.

Vacina HPV

A vacina contra o Papilomavírus Humano deve ser aplicada em três doses com diferença de ao menos seis meses. Meninos devem tomá-la entre 11 e 14 anos de idade, e meninas a partir de 14 anos. Apesar disso, ela também é recomendada para adultos — desde que recebam orientação para a aplicação.

Vacina gripe (Influenza)

A gripe influenza castiga a população mais idosa todos os anos, mas os adultos, de modo geral, também precisam ficar atentos ao vírus. Todos os anos, a campanha define o público-alvo, e são uma ou duas doses anualmente, a depender do tipo da vacina.

Quer saber mais? Assista aqui à opinião e explicação dos nossos parceiros especialistas em saúde.

Veja como fica a vacina contra a covid-19

Tudo indica que as vacinas contra o Sars-CoV-2 entrem no calendário de vacinação. Se isso acontecer mesmo, crianças, adolescentes e adultos terão reforços periódicos para evitar a covid-19.

Junto aos demais cuidados básicos, isso é importante para conter o avanço da doença e evitar que surjam novas variantes do coronavírus. Com tanta informação, é hora de pegar a velha carteira de vacinação para organizar as doses.

Fonte: Ministério da Saúde, Soc Bras de Imunização, Instituto Pensi, Einstein.

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